A Fifa reduziu em mais de R$ 523 milhões o orçamento operacional para a Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México. A informação, divulgada pelo portal The Athletic, indica uma pressão interna por cortes de custos em áreas como segurança, logística e acessibilidade.
Apesar da redução, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, prevê que a competição gere mais de US$ 11 bilhões em receitas, tornando-se a mais lucrativa da história.
O orçamento operacional para a organização do torneio era estimado em US$ 1,12 bilhão, segundo o relatório anual de 2024. Gastos com serviços técnicos (US$ 280 milhões), transporte (US$ 159 milhões) e segurança (US$ 145 milhões) estavam entre os maiores previstos.
Fontes internas apontam que a meta de reinvestir mais de 90% das receitas no desenvolvimento do futebol global pode ser um dos motivos para os cortes. Críticos, no entanto, questionam se essa meta pode transferir custos para cidades-sede e torcedores.
Os preços dos ingressos e das taxas de serviço em plataformas oficiais, além dos custos de estacionamento e a divisão de despesas com segurança pública, também têm sido pontos de tensão.
Em comunicado, a Fifa afirmou que revisões orçamentárias são práticas comuns e garantiu que os cortes não afetarão a organização nem a segurança do evento.