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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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INVESTIGAÇÕES

Gestores da Amazonprev ignoraram alertas e aplicaram R$ 390 milhões em títulos de risco

A Polícia Federal investiga a aplicação de R$ 390 milhões em títulos de risco por gestores da Amazonprev, que ignoraram alertas de especialistas. Três servidores foram afastados.

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Gestores da Amazonprev ignoraram alertas e aplicaram R$ 390 milhões em títulos de risco

Analistas da própria Amazonprev e uma consultoria externa alertaram sobre os riscos. Mesmo assim, a Fundação de Previdência do Amazonas aplicou cerca de R$ 390 milhões em letras financeiras de bancos privados entre junho e setembro de 2024. A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Sine Consensu para investigar possíveis irregularidades, corrupção e gestão temerária. As letras financeiras, diferentemente de outros investimentos, não contam com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), expondo os recursos a perdas em caso de insolvência das instituições emissoras. A juíza da 4ª Vara Federal Criminal, Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, autorizou a operação e destacou a necessidade de prudência na gestão de fundos previdenciários. A investigação aponta que a fundação adquiriu R$ 50 milhões em Letras Financeiras do Banco Master em junho de 2024, sem discussão prévia do Comitê de Investimento e sem cotações entre instituições. O Banco Master teve sua liquidação determinada pelo Banco Central em novembro de 2025 por emitir falsos títulos. Outras aplicações suspeitas incluem R$ 50 milhões no Banco Daycoval, R$ 40,72 milhões no BTG Pactual e R$ 250 milhões no Banco C6 Consignado. A juíza ressaltou que a aquisição dos títulos por meio de corretoras gerou custos desnecessários, quando as aplicações poderiam ter sido feitas diretamente. Três servidores da Amazonprev foram afastados de suas funções: o gestor de recursos Claudinei Soares, o diretor de Previdência André Luis Bentes de Souza e o diretor de Administração e Finanças Cláudio Marins de Melo. A PF investiga o recebimento de valores indevidos por esses servidores de uma empresa de consultoria. A Amazonprev informou que está colaborando com as investigações e que as aplicações suspeitas não representam risco para o pagamento de benefícios, pois o fundo possui superávit atuarial de R$ 1,7 bilhão.

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