A Fórmula 1 inicia sua temporada 2026 com uma revolução em regulamento que exige mais estratégia dos pilotos e visa equilibrar as forças entre as equipes. A grande mudança está na unidade de potência híbrida, que combina motor V6 a combustão com combustíveis 100% sustentáveis e um sistema elétrico.
Essa nova configuração, focada em sustentabilidade e tecnologia para carros de rua, obriga as equipes a repensarem o desenvolvimento dos chassis, pneus e aerodinâmica. O objetivo é manter a emoção das ultrapassagens e aproximar o desempenho dos competidores. A F1: Novas regras impulsionam estratégia e prometem paridade na categoria.
Novidades como a aerodinâmica ativa, que substitui o DRS, e um sistema de recuperação de energia com 'modo de ataque' e 'uso de potência extra' foram introduzidas. Essas ferramentas demandarão táticas de gerenciamento de bateria durante as corridas, que podem durar cerca de duas horas.
Pilotos como o tetracampeão Max Verstappen expressaram descontentamento, comparando o novo carro a um 'Fórmula E com esteroides' e lamentando a perda de pilotagem no limite. Lewis Hamilton, heptacampeão, ironizou a complexidade do regulamento, enquanto Lando Norris, atual campeão, encara como um novo desafio.
Na pista, Mercedes e Ferrari despontam como favoritas iniciais, com George Russell (Mercedes) sendo apontado como potencial protagonista. A Aston Martin, com problemas de vibração no motor Honda, enfrenta dificuldades, limitando o número de voltas para proteger os pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll.
A temporada contará com 11 equipes, incluindo as estreantes Cadillac e Audi (antiga Sauber, com o brasileiro Gabriel Bortoleto). A Audi, em particular, surpreendeu nos testes, mostrando potencial para brigar no meio do pelotão.