A Seleção Brasileira sofre um duro golpe na preparação para a Copa do Mundo. Rodrygo, atacante considerado titular e um dos homens de confiança do técnico Carlo Ancelotti, sofreu uma grave lesão no joelho direito. A ruptura do ligamento cruzado o tirará dos gramados por um período de seis meses a um ano, inviabilizando sua participação no mundial. O jogador era o artilheiro do Brasil no ciclo da Copa, com oito gols marcados.
Desde seu retorno à seleção em outubro, Rodrygo foi titular em três das últimas quatro partidas. No esquema 4-2-4 preferido por Ancelotti, ele atuava pelo corredor esquerdo, com liberdade para flutuar pelo centro e se aproximar da área. Sua versatilidade, habilidade no drible e capacidade de finalização eram peças-chave esperadas para o torneio.
Com a ausência de Rodrygo, Gabriel Martinelli, do Arsenal, surge como principal alternativa para a posição. O jogador já era bem avaliado pela comissão técnica e vive boa fase no Campeonato Inglês. No entanto, Martinelli possui um perfil mais de ponta tradicional, o que pode exigir adaptações táticas no time.
Raphinha, do Barcelona, é outra opção que apresenta menor necessidade de ajustes. O atacante pode atuar pelos dois lados do campo e também por dentro, característica similar à de Rodrygo. Curiosamente, a dupla ainda não teve a oportunidade de atuar junta sob o comando de Ancelotti devido a lesões. A ausência de Rodrygo, ironicamente, pode simplificar a escolha do ataque, que ainda conta com Vini Jr., Estêvão e Matheus Cunha ou João Pedro.
O deslocamento de Vini Jr. para a ponta esquerda é outra possibilidade, mas que retiraria o jogador de uma posição onde rende melhor, mais centralizado e com liberdade de movimentação.
A ausência de Rodrygo também levanta a questão sobre Neymar. Apesar de possuir características semelhantes e ser o principal nome da seleção, Neymar ainda precisa provar sua condição física após sucessivas lesões. O camisa 10 passou por cirurgia no joelho em dezembro e voltou a jogar recentemente, mostrando lampejos de seu talento, mas sua convocação ainda depende de avaliações da comissão técnica.
A baixa de Rodrygo pode abrir espaço para outros jogadores, como um meio-campista adicional ou um centroavante. A próxima convocação para os amistosos contra França e Croácia, em 16 de março, deverá indicar as direções que Ancelotti pretende seguir para suprir a ausência do atacante.
Fonte: Globo Esporte