A economia brasileira fechou 2025 com uma alta de 2,3%, mas o desempenho do último trimestre revela preocupações significativas. O investimento, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), registrou queda de 3,5% em relação ao trimestre anterior e recuo de 3,1% na comparação anual, atingindo 16% do PIB no período.
A taxa de juros Selic a 15% e as altas taxas de longo prazo encareceram o crédito, afetando especialmente a indústria, que apresentou queda de 0,2% em 2025 e 0,6% no último trimestre. O consumo das famílias também estagnou no quarto trimestre.
O crescimento do PIB só não foi pior devido ao aumento do consumo do governo no segundo semestre. No entanto, o setor de serviços, que não parou de crescer e acelerou no fim do ano, com alta de 0,8% no trimestre, acende um alerta para o controle da inflação.
Os dados indicam a necessidade de corte de juros, mas a combinação de consumo governamental e de serviços em alta, somada à incerteza internacional, exigirá cautela da política monetária.