O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu 144 atendimentos médicos durante seu período de custódia no presídio de Papudinha, totalizando uma média de três consultas por dia. A informação foi divulgada pelo ministro Alexandre de Moraes ao negar um novo pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro. O período abrangeu de 15 de janeiro a 27 de fevereiro.
Durante os 43 dias de custódia, Bolsonaro também realizou 36 visitas de terceiros, 33 sessões de caminhada e 29 encontros com seus advogados. Moraes utilizou os dados, provenientes de um relatório do Núcleo de Custódia da Polícia Militar, para argumentar que a detenção em Papudinha garante a dignidade do detento, com atendimento médico contínuo, fisioterapia, atividades físicas e visitas regulares da família e de advogados.
O relatório aponta que, no primeiro dia de sua chegada ao 19º Batalhão da Polícia Militar, Bolsonaro teve uma visita de sua esposa, Michelle, e um atendimento médico. No dia seguinte, foram registradas cinco consultas médicas, além de visitas de advogados e sessões de caminhada.
Até a última sexta-feira, o ex-presidente passou por 13 sessões de fisioterapia e recebeu assistência religiosa em quatro ocasiões. Moraes também destacou que as numerosas visitas de políticos, incluindo deputados, senadores e governadores, evidenciam a "intensa atividade política" de Bolsonaro e sua "boa condição de saúde".
Ao negar a prisão domiciliar, Moraes citou uma perícia médica que indicou "melhora significativa" no sono de Bolsonaro com o uso de CPAP para tratamento de apneia, elevando a qualidade do sono em 80%. Bolsonaro negou acompanhamento psiquiátrico ou psicológico, mas solicitou a visita de um pastor.
Em sua descrição da rotina, Bolsonaro informou dormir por volta das 22h e acordar às 5h, mas só se levantar às 8h. Ele relatou dedicar as manhãs à leitura, descansar por 20 minutos após o almoço, assistir a programas esportivos e conversar com o policial de plantão à tarde. No fim do dia, realiza uma caminhada de um quilômetro sob escolta.
Fonte: O Globo