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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Alcolumbre decide caso Lulinha em meio a tensão Senado-Planalto

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidirá sobre quebra de sigilo de Lulinha em meio a tensões com o governo. O caso se soma a desgastes recentes e à falta de diálogo entre as instituições.

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Alcolumbre decide caso Lulinha em meio a tensão Senado-Planalto

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidirá nos próximos dias o futuro da votação da CPI do INSS que autorizou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, Lulinha, filho do presidente Lula. A decisão ocorre em um momento de crescente atrito entre o Senado e o Palácio do Planalto.

Parlamentares governistas contestaram a votação, alegando irregularidades na contagem de votos e pedindo sua anulação. Alcolumbre solicitou formalização do pedido com provas e informou que a análise será técnica, com apoio da Advocacia e Polícia Legislativa do Senado.

A CPI do INSS aprovou a quebra de sigilo de Lulinha após tumulto em sessão na quinta-feira. O episódio se soma a desgastes recentes, como a não apreciação da medida provisória do programa Redata, que visava incentivar a instalação de data centers. Parlamentares interpretam a decisão como um sinal político de insatisfação.

O governo busca alternativas jurídicas para o Redata, cuja MP perdeu validade. A legislação atual impede a criação de novos incentivos fiscais em 2026, dificultando a reeditalção do modelo.

A insatisfação no Senado também remonta ao ano passado, com a indicação de Jorge Messias para o STF, contrariando a expectativa de Alcolumbre, que apoiava Rodrigo Pacheco. Falta de diálogo entre Alcolumbre e o presidente Lula agrava o cenário, com interlocução restrita e ausência de conversas de reaproximação.

O caso Lulinha se insere neste contexto de desgastes. Enquanto base governista pede anulação da votação, o presidente da CPI, Carlos Viana, afirma ter seguido o regimento e não pretende aguardar decisão de Alcolumbre. A decisão do presidente do Senado pode ser vista como um gesto de acomodação ao Executivo ou uma afirmação de autonomia institucional.

Apesar de auxiliares de Lula negarem influência de Alcolumbre na CPI, há quem veja ligação entre os episódios e uma possível aliança do senador com o bolsonarismo para enviar um recado ao Planalto. Parlamentares próximos a Alcolumbre reiteram que a decisão será estritamente regimental, citando como contraponto o avanço do acordo Mercosul-União Europeia, prioridade do governo e do Senado.

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