Manifestantes de oposição ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF) ocuparam neste domingo (1º de março de 2026) a Avenida Paulista, em São Paulo. O ato, que também pedia a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro, reuniu figuras proeminentes da direita brasileira.
Entre os presentes estavam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o pastor Silas Malafaia, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e os governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Romeu Zema (Minas Gerais). Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participou por videoconferência.
A manifestação foi convocada com o mote "Fora Lula, Moraes e Toffoli". Cartazes com pedidos como "fora Moraes", "Bolsonaro livre" e "Delata Vorcaro - Toffoli na cadeia" foram vistos entre a multidão.
O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência, discursou defendendo a união da direita para as eleições de 2026. Governadores Caiado e Zema também fizeram pronunciamentos com teor eleitoral, exaltando suas gestões e prometendo anistia geral caso eleitos.
Em carta divulgada durante o ato, Jair Bolsonaro pediu união da direita e cautela nas candidaturas ao Senado, mencionando divergências internas na família e no PL. Michelle Bolsonaro é cotada para uma vaga de senadora no Distrito Federal.
Parlamentares como Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Valéria Bolsonaro (PL) fizeram discursos duros contra ministros do STF. Guilherme Derrite (PL-SP) criticou a política de segurança pública do governo federal.
Apesar do tom combativo de parte dos manifestantes, lideranças da direita bolsonarista haviam sinalizado a necessidade de discursos mais moderados, focando em pedidos de anistia e evitando ataques diretos ao STF.