Manifestantes bolsonaristas se reuniram na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste domingo (1º) para um ato intitulado "Acorda Brasil". O evento, que contou com a presença de políticos como os deputados federais Carlos Jordy e General Pazuello, e o senador Carlos Portinho, serviu de palco para o secretário estadual das Cidades, Douglas Ruas (PL), ser anunciado como pré-candidato ao governo do estado. Flávio Bolsonaro (PL), senador e pai de Douglas, fez o anúncio e o descreveu como uma "grande liderança, jovem, policial civil".
Em seu discurso, Douglas Ruas criticou o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), a quem chamou de "aliado de Lula", e fez referência ao enredo de uma escola de samba que homenageou o presidente. Ruas também atacou Lula, afirmando que o presidente "diz que traficante é vítima" e que defende "vagabundos", em contraste com sua defesa da "família brasileira". O pré-candidato prometeu "enfrentar o crime organizado com toda a força do estado".
O deputado estadual Rodrigo Amorim (União) endossou o discurso de Ruas, chamando Paes de "o soldado de Lula" e conclamando o eleitorado a apoiá-lo para "enfrentar o PT no Rio de Janeiro". O senador Carlos Portinho, líder do PL no Senado, declarou que o objetivo principal do partido é eleger Flávio Bolsonaro presidente e tirar Lula do poder, buscando a "ordem e o progresso" para o país.
Carlos Jordy, deputado federal, classificou os ministros do STF como "tiranos" e criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por aceitar a "dosimetria", em alusão a um projeto de lei para reduzir penas de condenados por atos golpistas. O prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), também presente, é pré-candidato ao Senado na chapa do PL.
A pauta do ato, inicialmente focada em críticas a Lula, Moraes e Toffoli, conforme convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), foi ampliada para incluir pedidos de anistia, após divergências internas na ala bolsonarista. Ferreira, que participou de um ato semelhante em São Paulo, havia criticado parlamentares que não incluíam em suas convocações o pedido de impeachment dos ministros do STF.