A juíza do Trabalho aposentada Cláudia Márcia de Carvalho Soares, que preside a Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), recebeu R$ 709.998 líquidos em salários e verbas indenizatórias em 2025. A magistrada se tornou alvo de críticas após reclamar em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a ausência de reajuste anual da remuneração e os próprios gastos com lanche e café. A declaração ocorreu em meio a discussões sobre a suspensão de benefícios não previstos em lei, decisão que Soares criticou. O valor bruto mensal do subsídio de um juiz é de R$ 42.749, mas os ganhos são complementados por verbas classificadas como "indenizatórias" e "direitos eventuais", segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O mês de maior remuneração de Soares em 2025 foi dezembro, com R$ 128.218. Ela não paga Imposto de Renda desde agosto de 2024, por ter sido diagnosticada com doença grave. Ministros do STF, segundo o jornal O Globo, consideraram o discurso da juíza "descolado" da realidade. Em sua argumentação, Soares defendeu que juízes de primeiro grau não têm regalias como carro oficial, plano de saúde ou refeitório, e precisam arcar com despesas básicas como lanche e café. O STF adiou para 25 de março a análise de liminares que suspenderam pagamentos acima do teto remuneratório.
JUDICIÁRIO
Juíza aposentada recebeu mais de R$ 700 mil em 2025 após reclamar de gastos com café
Cláudia Soares, presidente da ABMT, recebeu R$ 709.998 em 2025, apesar de ter reclamado de gastos próprios com lanche e café e da falta de reajuste salarial. Valor inclui verbas indenizatórias e isenção de IR por doença grave.