A ex-saltadora em distância alemã Suzana Titke, 57 anos, declarou que o sexo na Vila Olímpica é um fenômeno "completamente natural". Segundo ela, o ambiente, que reúne milhares de jovens atletas após anos de disciplina e sob intensa pressão, favorece a aproximação.
"Imagine preparar-se durante quatro anos para duas semanas nos Jogos Olímpicos. Após a prova, seja qual for o resultado, há um enorme alívio e o desejo de partilhar esse sentimento com alguém. Agora imagine estar na Vila Olímpica com milhares de jovens atraentes. A resposta é óbvia", explicou Titke, que foi quinta colocada em Sydney 2000 e oitava em Barcelona 1992.
As declarações ganharam força após relatos de que os preservativos gratuitos distribuídos na Vila Olímpica dos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026 acabaram em apenas três dias. O jornal italiano La Stampa informou que os organizadores precisaram repor o estoque rapidamente.
A distribuição de preservativos em Vilas Olímpicas começou em Seul 1988 para conscientizar sobre DSTs. Nos Jogos de Inverno, foram disponibilizadas menos de 10 mil unidades para cerca de 3 mil competidores, enquanto em Paris 2024, 300 mil unidades foram distribuídas para 10.500 atletas.
O governador da Lombardia, Attilio Fontana, defendeu a prática: "Sim, fornecemos preservativos gratuitos aos atletas na Vila Olímpica. Se isso parece estranho para alguns, é porque não estão familiarizados com a prática olímpica estabelecida". Ele compartilhou um vídeo viral de uma patinadora espanhola mostrando os preservativos.
Fonte: O Globo