A judoca Rafaela Silva, campeã olímpica e bicampeã mundial, retorna às suas origens no Instituto Reação após cinco anos no Flamengo. Aos 33 anos, a atleta de 63kg busca novos desafios e acredita que o ciclo olímpico de Paris-2024 será o último.
"O Reação já havia me chamado antes, só que ainda não era o momento. E depois de Paris-2024, precisava de desafios, de recarregar a energia", explicou Rafaela, que conquistou o ouro no Grand Slam de Paris em sua nova categoria.
A mudança, segundo ela, veio "do coração". "Não consigo ser tranquila, estou sempre procurando algo (risos), inquieta", confessou a judoca.
Rafaela, atual número 7 do mundo nos 63kg, chegou ao Flamengo em 2021 e conquistou o ouro no Pan de 2023, o bicampeonato mundial em 2022 e o bronze olímpico por equipes em Paris-2024.
A atleta também mencionou a vontade de seguir os passos da irmã, Raquel, que é treinadora-chefe da equipe feminina do Reação. As duas começaram no judô juntas no instituto, onde Rafaela treinou dos 8 aos 20 anos.
"Por conta da idade, acredito que Los Angeles-2028 possa ser minha última Olimpíada. E por tudo o que o Reação fez por mim... Se este de fato for meu último ciclo olímpico, que seja pela minha casa. Devia isso ao Reação", afirmou.
A judoca não estabelece data para aposentadoria, mas planeja seguir carreira como treinadora após encerrar a carreira de atleta. "Quando eu parar quero seguir os passos da minha irmã e compartilhar o que o judô me deu", disse.
O retorno de Rafaela ao instituto foi marcado por um evento emocionante na unidade da Rocinha, que também comemorou parte de sua obra de expansão, incluindo um futuro museu.
Flávio Canto, idealizador do Reação, celebrou a volta da atleta. "Não poderia ser um momento mais bonito para a gente", declarou.
Raquel, irmã e nova treinadora de Rafaela, prometeu rigor. "Minha referência é o Geraldo. Ele nunca foi treinador de passar a mão na cabeça. Mas quando precisava, sabia as palavras certas. Para tirar o melhor dos atletas, não posso ser boazinha. Tem de espremer."