O Tribunal do Júri de São Paulo julgará, entre os dias 22 e 26 de junho, três policiais militares acusados de assassinar o empresário Vinicius Gritzbach. O crime ocorreu em novembro de 2024, no Aeroporto de Guarulhos. Os PMs também respondem pela morte de um motorista de aplicativo e por ferir duas pessoas durante os disparos.
Gritzbach era réu por homicídio e delator de um esquema de lavagem de dinheiro do PCC. Antes de ser morto, ele assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público, onde apontou nomes ligados à facção e acusou policiais de corrupção.
Segundo a investigação, o crime foi motivado por vingança e por Gritzbach ter ordenado mortes de aliados de líderes do PCC. Emílio Carlos Gongorra Castilho (Cigarreira), Diego dos Santos Amaral (Didi) e Kauê do Amaral Coelho, apontados como mandantes e informantes do crime, estão foragidos e respondem em processo separado. Os policiais militares Fernando Genauro, Denis Antonio Martins e Ruan Silva Rodrigues, acusados de serem os executores, estão presos e serão julgados em júri popular.
A defesa dos policiais informou que indicou as testemunhas que pretende apresentar durante o julgamento.