O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Antonio Carlos Ferreira, liberou nesta quarta-feira (18) para julgamento duas ações que podem resultar na cassação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do presidente afastado da Assembleia Legislativa fluminense (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil). Ambos são acusados de abuso de poder político e econômico em um esquema de nomeações temporárias, conhecido como "escândalo do Ceperj", revelado em 2022.
O caso envolve uma suposta "folha de pagamento secreta" com 20 mil nomeações para cargos temporários no Ceperj e na Uerj, incluindo aliados e cabos eleitorais de Castro. O julgamento foi interrompido em novembro passado após a relatora, Isabel Gallotti, votar pela cassação de Castro e Bacellar, além da convocação de novas eleições.
A defesa de Castro e Bacellar apresentou uma "questão de ordem" para tentar arquivar os processos, alegando que o reitor da Uerj na época, Ricardo Lodi, também beneficiado pelo esquema e candidato em 2022, foi omitido da investigação. As defesas argumentam que Lodi era o responsável pelas contratações na universidade.
O julgamento conta com a atuação de seis ex-ministros do TSE, atuando como uma "força-tarefa" para evitar a perda de mandato dos políticos. Entre os advogados de defesa estão Fernando Neves e Henrique Neves (pelo governador), Maria Claudia Bucchianeri e José Eduardo Alckmin (por Bacellar), e Sérgio Banhos e Carlos Horbach (por Thiago Pampolha).