O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, na última sexta-feira (13), manter a prisão preventiva de Pedro Turra, piloto de automobilismo acusado de espancar um adolescente de 16 anos, que morreu em janeiro deste ano em Brasília. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (18).
O ministro Messod Azulay Neto julgou o pedido de habeas corpus da defesa prejudicado por questões processuais. A defesa tentou reverter uma decisão individual de um desembargador, mas o pedido já havia sido confirmado pela turma do TJDFT. O ministro considerou que o recurso deveria ter sido direcionado contra a decisão da turma, e não a individual.
Com a decisão, Turra permanecerá preso na unidade prisional da Papuda, em Brasília. Ele se tornou réu na semana passada pelo crime de homicídio doloso. O piloto foi denunciado pelo Ministério Público por agredir o jovem com um soco, após um desentendimento que, segundo a polícia, começou com um chiclete arremessado em um amigo da vítima. A vítima ficou internada por duas semanas em uma UTI e não resistiu.
A Polícia Civil investigou o caso e apontou que a briga foi premeditada e contou com a ajuda de amigos do piloto. A defesa de Turra argumentou que os requisitos legais para a prisão preventiva não estavam presentes e alegou que o piloto sofre ameaças na prisão, com risco à sua integridade física.