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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Empresário Augusto Lima vê patrimônio em risco após liquidação do Banco Pleno

Augusto Lima, dono do Banco Pleno, tem bens bloqueados após liquidação da instituição. Ele já havia se envolvido em situação semelhante com o Banco Master.

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Empresário Augusto Lima vê patrimônio em risco após liquidação do Banco Pleno

O empresário Augusto Lima, controlador do Banco Pleno, enfrenta o bloqueio de seus bens para cobrir os compromissos da instituição com os depositantes. A liquidação do Pleno ocorre após Lima ter escapado de situação semelhante com o Banco Master em novembro, por ter se desvinculado da sociedade.

Lima adquiriu o Pleno, anteriormente Voiter, com um patrimônio estimado em R$ 1 bilhão. Sua entrada no conglomerado Master já levantava questionamentos nos bastidores do Banco Central, pois o Master já apresentava sinais de dificuldades que culminaram em sua liquidação.

Apesar de as motivações de Lima não serem totalmente claras, a operação foi autorizada. Fontes indicam que, após a compra do Pleno, Lima foi forçado a usar parte de seu patrimônio para honrar obrigações, cobrindo cerca de metade do valor inicialmente informado ao BC.

Em novembro, Lima foi preso na Operação Compliance Zero, afastando-se da administração do banco, mas mantendo o controle acionário.

O Banco Central informou que o Pleno descumpriu normas regulatórias, afetando sua capacidade de honrar CDBs e de captar recursos. A instituição não conseguiu mais gerar novas carteiras nem vender ativos, como direitos do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) e carteiras do Credcesta.

Com a liquidação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve arcar com um prejuízo próximo a R$ 5 bilhões. Em meados do ano passado, o passivo do banco superava R$ 6 bilhões.

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