O empresário Augusto Lima, controlador do Banco Pleno, enfrenta o bloqueio de seus bens para cobrir os compromissos da instituição com os depositantes. A liquidação do Pleno ocorre após Lima ter escapado de situação semelhante com o Banco Master em novembro, por ter se desvinculado da sociedade.
Lima adquiriu o Pleno, anteriormente Voiter, com um patrimônio estimado em R$ 1 bilhão. Sua entrada no conglomerado Master já levantava questionamentos nos bastidores do Banco Central, pois o Master já apresentava sinais de dificuldades que culminaram em sua liquidação.
Apesar de as motivações de Lima não serem totalmente claras, a operação foi autorizada. Fontes indicam que, após a compra do Pleno, Lima foi forçado a usar parte de seu patrimônio para honrar obrigações, cobrindo cerca de metade do valor inicialmente informado ao BC.
Em novembro, Lima foi preso na Operação Compliance Zero, afastando-se da administração do banco, mas mantendo o controle acionário.
O Banco Central informou que o Pleno descumpriu normas regulatórias, afetando sua capacidade de honrar CDBs e de captar recursos. A instituição não conseguiu mais gerar novas carteiras nem vender ativos, como direitos do Fundo de Compensação de Variações Salariais (FCVS) e carteiras do Credcesta.
Com a liquidação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve arcar com um prejuízo próximo a R$ 5 bilhões. Em meados do ano passado, o passivo do banco superava R$ 6 bilhões.