O ex-ministro do Turismo no governo Bolsonaro, Gilson Machado, filiou-se ao Podemos nesta quinta-feira (13), em Pernambuco. Em tom crítico ao seu antigo partido, o PL, Machado afirmou que sua saída ocorreu por "não querer estar em um lugar em que não cabe" e criticou a falta de engajamento da legenda nas redes sociais em prol da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
A decisão de deixar o PL se deu após Machado não encontrar espaço na sigla para concorrer ao Senado. Ele declarou: "O partido não tem uma prefeitura em Pernambuco. Pelas redes sociais, parece que não temos candidato à Presidência da República. Então, para não criar confusão, preferi sair." Machado, que já foi presidente do partido no Recife, disse ter sido destituído sem o aval do ex-presidente Bolsonaro.
Agora no Podemos, Machado mira a Câmara dos Deputados e declarou a intenção de se tornar o candidato a deputado federal "mais votado da história de Pernambuco". Sanfoneiro, veterinário e empresário, ele comandou o Ministério do Turismo nos dois últimos anos da gestão Bolsonaro. Em 2024, disputou a prefeitura de Recife, mas foi derrotado por João Campos (PSB).
O xisto político de Machado no PL envolve a indicação de Anderson Ferreira, ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, para a disputa ao Senado em Pernambuco, vaga que o ex-ministro almejava. Anderson Ferreira assumiu a presidência do diretório estadual do PL após a prisão de Machado em julho do ano passado, acusado de tentativa de facilitar a emissão de passaporte para Mauro Cid e de articular um plano de fuga para ele. Anderson Ferreira conta com o apoio do irmão, o deputado federal André Ferreira (PL), e do presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.