Ir para o conteúdo

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA

Lula avalia que permanência de Toffoli em caso Master se torna insustentável

Presidente Lula avalia que revelações da PF sobre caso Master tornam permanência de Dias Toffoli na relatoria insustentável. Ministro admite sociedade em empresa que negociou com fundo ligado ao dono do Banco Master.

Compartilhe
WhatsApp
Lula avalia que permanência de Toffoli em caso Master se torna insustentável

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou a aliados que as recentes revelações da Polícia Federal tornam a posição do ministro Dias Toffoli, do STF, como relator do caso Master insustentável. A declaração ocorre em meio a um debate interno na Corte sobre o assunto.

A PF apresentou ao presidente do STF, Edson Fachin, um relatório com menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O conteúdo sigiloso levanta questionamentos sobre a condução do caso pelo ministro.

Lula afirmou a interlocutores que "ninguém está blindado de ser investigado", nem mesmo ministros do Supremo ou seus filhos. A avaliação no Planalto é que as revelações expõem o STF e que a permanência de Toffoli na relatoria é inviável. Sugere-se que o próprio STF tome medidas para se afastar da polêmica e proteger sua imagem.

O caso ganhou contornos mais complexos com a admissão de Toffoli de ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participação em um resort para um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro. Toffoli negou ter recebido valores diretamente de Vorcaro ou seu cunhado, Fabiano Zettel, e afirmou ter declarado os valores recebidos à Receita Federal. Ele também declarou ter se tornado relator do caso Master após a Maridt não fazer mais parte do grupo Tayayá.

O ministro respondeu ao STF sobre o relatório da PF, negando suspeição e classificando o material como "ilações". O caso foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República e a resposta de Toffoli será discutida com os demais ministros. Fachin pediu que Toffoli avalie se deve se declarar impedido.

Leia também