O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à falta de adesão de partidos do centrão à sua pré-candidatura presidencial, afirmando que “cada partido tem a liberdade de indicar seus candidatos”. A declaração surge em meio à incerteza sobre alianças, com legendas como Novo e PSD prometendo candidaturas próprias, enquanto União Brasil-Progressistas e Republicanos ainda não definiram seu apoio.
Em entrevista ao Programa Pânico, da Jovem Pan, nesta quinta-feira (12), Flávio Bolsonaro ressaltou a importância da aliança com o eleitorado, destacando que a participação de mais partidos fortalece a campanha. Ele mencionou a candidatura de Ronaldo Caiado (DEM-GO) como exemplo de enfrentamento ao governo do PT.
Flávio disse entender a resistência inicial de alguns partidos à sua candidatura, anunciada em 5 de dezembro a pedido de seu pai, Jair Bolsonaro. Na época, lideranças do centrão classificaram a iniciativa como um “balão de ensaio”. No entanto, o cenário mudou com o apoio declarado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e uma pesquisa Quaest que indicou a redução da vantagem de Lula sobre Flávio em um eventual segundo turno.
“Eu concordo que naquele momento, a preocupação de todo mundo era de que a gente não poderia correr o risco de mais quatro anos de PT”, disse Flávio, explicando que as pesquisas iniciais favoreciam Tarcísio sobre Lula. “Mas eu sei o que estou fazendo, eu sei onde quero chegar. Estou indo para uma missão que não vai ser fácil. Agora, passados dois meses, todo mundo já está mudando, 90% já mudou esse pensamento de desconfiança e incapacidade”, concluiu.