A Eagle Bidco acusou o empresário John Textor de ter "sequestrado" a Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, com anuência do clube associativo. A companhia protocolou uma petição na Justiça na última terça-feira, solicitando o indeferimento de três requerimentos apresentados anteriormente pelo clube social: a inclusão de Textor como réu, o ressarcimento de R$ 155 milhões e a nomeação de um interventor.
Em trecho da petição, a Eagle afirma que a "mudança repentina de postura do Clube Associativo não engana" e que seu "suposto arrependimento é extemporâneo e fabricado". A empresa alega que, enquanto Textor divulga "mentiras e bravatas sobre aportes", o presidente do clube social, João Paulo Magalhães Lins, reuniu-se com o empresário e declarou apoio a suas manobras.
A Eagle também sustenta que o clube associativo "nunca apontou qualquer ato concreto de ilegalidade" por parte da Eagle Bidco. Segundo a petição, o poder de gestão da Eagle está "sequestrado pelo Sr. Textor, que opera com conivência decisiva e diária do Clube Associativo". O processo judicial entre as partes se estende desde julho de 2025.
A empresa questiona ainda o pedido de ressarcimento de R$ 155 milhões, afirmando não ter conhecimento sobre o assunto e não entender por que seria responsável por pagar valores ao clube associativo, e não à SAF.