A gigante cervejeira Heineken anunciou nesta quarta-feira (11) um plano de demissão que afetará entre 5 mil e 6 mil funcionários em todo o mundo, cerca de 7% de sua força de trabalho global. A medida visa combater a queda generalizada na demanda por cerveja, impulsionada pelo aumento de preços e pela moderação no consumo de álcool.
Os cortes, que ocorrerão ao longo de dois anos, concentrar-se-ão principalmente na Europa. A empresa, dona de marcas como Amstel e Tecate, registrou uma retração de 2,4% no volume de vendas em 2025, um índice ligeiramente inferior às previsões de analistas.
O setor cervejeiro tem enfrentado dificuldades no período pós-pandemia em mercados-chave como Estados Unidos e Europa. A situação já culminou na recente decisão do diretor-presidente (CEO) da Heineken, Dolf van den Brink, de deixar o cargo em maio, após seis anos. A busca por um sucessor é prioridade máxima, segundo o executivo.
Van den Brink destacou a necessidade de inovações maiores e mais ousadas, apontando o forte potencial de crescimento para cervejas com baixo teor alcoólico e sem álcool em mercados desenvolvidos.
Apesar dos desafios, a Heineken mantém otimismo quanto à demanda futura, especialmente em mercados emergentes como Vietnã e África do Sul, onde fatores demográficos e o aumento da renda impulsionam o consumo. A empresa projeta um crescimento do lucro operacional entre 2% e 6% para este ano.
Concorrentes como a Carlsberg também sentem os efeitos da desaceleração do consumo, com famílias enfrentando alta nos preços de bens essenciais e crescentes preocupações com a saúde relacionadas ao consumo de álcool.