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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Inflação argentina acelera em janeiro e abala credibilidade de índice

Inflação argentina sobe pelo quinto mês consecutivo e atinge 2,9% em janeiro. Mudança na metodologia de cálculo do índice gera polêmica e afeta credibilidade.

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Inflação argentina acelera em janeiro e abala credibilidade de índice

A inflação na Argentina atingiu 2,9% em janeiro, marcando o quinto mês consecutivo de alta. O Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) divulgou o dado nesta terça-feira, em meio a polêmicas sobre a metodologia de cálculo do índice. O número representa um aumento em relação a dezembro (2,8%) e é significativamente maior que os 1,9% de agosto passado. Os preços de alimentos, bebidas, restaurantes e hotéis foram os que mais subiram.

A economista Elisabet Bacigalupo alertou que o dado consolida uma tendência de aceleração desde agosto. Em janeiro, a inflação interanual foi de 32,4%.

A credibilidade do indicador, principal ferramenta do governo Javier Milei para mostrar resultados, foi posta em xeque. O índice atual utiliza uma cesta de preços desatualizada, baseada em pesquisas de mais de 20 anos, que não reflete os hábitos de consumo atuais dos argentinos, como gastos com telefonia móvel e internet.

A atualização do índice, que estava prevista para meados de 2025 com assistência do Fundo Monetário Internacional, vem sendo adiada. Na semana passada, o presidente do Indec, Marco Lavagna, renunciou ao se opor ao adiamento. Segundo o ministro da Economia, Luis Caputo, o governo entende que a mudança metodológica deveria ocorrer após a consolidação do processo de desinflação.

A renúncia de Lavagna e a justificativa oficial geraram desconfiança. Bacigalupo avalia que, se a nova metodologia já estivesse em vigor, a inflação registrada poderia ter sido menor.

A antiga metodologia considerava uma cesta de 2004. A nova metodologia, baseada em pesquisa de 2017-2018 e alinhada a recomendações internacionais, incluirá novos itens de consumo.

Em 2023, a inflação anual foi de 211,4%. Após a desvalorização do peso, o índice caiu para 31,5% em 2025, o menor nível em oito anos.

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