Aos 27 anos, o esquiador americano de estilo livre Hunter Hess se tornou o centro de uma polêmica nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, após comentários sobre o significado de representar os Estados Unidos sob o governo de Donald Trump.
Durante coletiva de imprensa, Hess declarou que sentia "emoções mistas" ao vestir o uniforme americano. "Só porque estou vestindo a bandeira não significa que represento tudo o que está acontecendo nos EUA", afirmou, ressaltando que seu orgulho vinha de representar amigos, família e os valores positivos do país.
As declarações repercutiram e provocaram a reação do ex-presidente Donald Trump, que o chamou de "verdadeiro perdedor" em sua rede social Truth Social. Trump questionou a presença de Hess na equipe, caso não se sentisse representado pelo país.
A resposta de Trump gerou onda de apoio a Hess por parte de outros atletas americanos e internacionais, que defenderam seu direito à liberdade de expressão.
Hess, que compete no halfpipe e fará sua estreia olímpica após se lesionar antes de Pequim-2022, também é conhecido por produzir filmes de esqui com o colega Alex Hall. Em sua conta no Instagram, o esquiador agradeceu o apoio e reforçou seu amor pelos EUA, mas defendeu a importância de apontar o que pode ser melhorado.
"Uma das muitas coisas que tornam este país tão incrível é termos o direito e a liberdade de apontar isso", escreveu Hess, concluindo que "a melhor parte das Olimpíadas é que une as pessoas".