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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Anatel tenta restabelecer bloqueio do Rumble no Brasil

Anatel diz ter detectado acesso irregular ao Rumble após manobra com mudança de IPs e prevê restabelecer o bloqueio em todo o país nos próximos dias.

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Rumble teria alterado seus endereços de IP
Crédito: Plataforma de vídeos Rumble. Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou procedimentos para restabelecer, nos próximos dias, o bloqueio da plataforma de vídeos Rumble no Brasil. A agência afirma ter identificado um acesso "irregular" ao serviço, após a empresa usar uma manobra técnica para contornar a suspensão determinada em 2025.

Segundo comunicado enviado à AFP nesta segunda-feira (9), a Rumble teria recorrido à infraestrutura de outra empresa para alterar seus endereços de IP e, assim, voltar a ficar disponível a parte dos usuários no país. A Anatel não informou quando a burla ocorreu.

A agência disse que já identificou os novos IPs e que as medidas de bloqueio começaram a ser implementadas nas principais redes brasileiras. A expectativa é que a restrição volte a valer em todo o território nacional nos próximos dias.

A plataforma, com sede nos Estados Unidos e conhecida por concentrar público conservador, foi banida por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) após se recusar a bloquear a conta de um usuário brasileiro que vive nos EUA e é procurado por disseminação de informações falsas.

O caso remete a um episódio semelhante em 2024, quando a rede social X, do empresário Elon Musk, também usou uma estratégia técnica para contornar uma proibição por descumprimento de ordens do STF. Na ocasião, a Anatel retomou o bloqueio, que permaneceu por 40 dias, até a plataforma cumprir as determinações judiciais.

O tema ganhou dimensão internacional em 2025, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Brasil de promover "ataques" contra "empresas americanas de redes sociais". A afirmação foi citada por Trump ao justificar tarifas elevadas sobre produtos brasileiros e sanções a ministros do STF, medidas que, segundo o texto, foram em grande parte revogadas após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outubro.

Fonte: O Globo

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