Brasil, 7 de fevereiro de 2026
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Lançada a reforma tributária: ano-teste e principais mudanças para 2026

O presidente Lula sancionou nesta terça-feira o Projeto de Lei Complementar (PLP) 108, que regulamenta a implementação da Reforma Tributária no país. A partir de 2026, as empresas e contribuintes estarão no ano-teste do novo modelo, que visa substituir PIS e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e implementar o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).

2026: ano de testes e mudanças na tributação

O período de 2026 será marcado como o ano de adaptação ao novo sistema, que ainda não irá gerar arrecadação efetiva, mas exigirá ajustes cadastrais, documentais, monitoramento e poderá acarretar multas. Segundo João Pedro Nobre, assessor do Ministério da Fazenda, o conselho do Comitê Gestor do IBS deve ser formado até 15 dias após a sanção do projeto.

A fase inicial tem foco na orientação e educação dos contribuintes, com fiscalização de caráter educativo. A obrigatoriedade de declarar no novo modelo começa entre maio e junho de 2026, conforme definição do regulamento, sobretudo por meio de sistemas digitais preparados pela Receita Federal, que já lançou uma versão beta para auxílio às empresas.

Principais avanços e debates em curso

Além da reforma do consumo, outras mudanças importantes para 2026 incluem a tributação sobre dividendos, criação do imposto mínimo sobre a renda e isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. Ainda há discussões sobre a tributação das Letras de Crédito Imobiliário (LCI), do Agronegócio (LCA), além da definição da alíquota do imposto seletivo.

O funcionamento do novo sistema de tributação

Para 2026, está previsto um sistema de tributação dual, com CBS (tributo federal, 0,9%) e IBS (tributo estadual e municipal, 0,1%), somando uma alíquota total de 1%. Com isenção na fase de testes, a arrecadação só será efetivamente recolhida após a fase de adaptação, focando na operacionalização de sistemas, cadastros fiscais, classificação de bens e emissão de documentos eletrônicos.

O IBS será gerido pelo Comitê Gestor, envolvendo estados e municípios, enquanto a CBS permanece sob controle da Receita Federal. Essas mudanças impactarão setores diversos, incluindo empresas de serviços, profissionais e pessoas físicas com rendimentos ou operações no mercado imobiliário.

Transformações no Imposto de Renda e obrigações acessórias

As alterações no Imposto de Renda entrarão em vigor de forma plena em 2026, incluindo a ampliação da isenção para rendimentos até R$ 5 mil e a introdução da tributação de dividendos na fonte, com retenção de 10% sobre lucros superiores a R$ 50 mil ao mês.

Além disso, haverá o aumento da base de cálculo de IRPJ e CSLL para empresas de lucro presumido, elevando em 10% suas alíquotas. A introdução da Declaração Eletrônica de Regimes Específicos (DeRE) trará maior controle às empresas que atuam em setores de regimes especiais.

Impactos regionais e regulatórios

Normas relacionadas ao ITCMD e ao ITBI dependerão de regulamentações estaduais e municipais, podendo gerar impactos variados conforme cada região. A criação do Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) também reforçará o controle patrimonial e de transmissões imobiliárias.

Por fim, em 2025, foi aprovada a Lei Complementar 224/2025, que reduz benefícios fiscais em 10%, obrigando empresas a recalcular as alíquotas do lucro presumido. As discussões sobre tributação de títulos de crédito imobiliário (LCA, LCI) também estão em pauta, com sinalizações de retomada do debate.

Para mais detalhes, consulte a matéria completa no site do Globo.

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