As tenistas brasileiras Beatriz Haddad Maia e Luisa Stefani deram início à temporada 2026 nesta segunda-feira (12) no WTA 500 de Adelaide, na Austrália. Este torneio é um preparatório para o Aberto da Austrália, o primeiro dos quatro Grand Slams do circuito. Na disputa de simples, Haddad teve uma estreia infeliz, sendo eliminada pela talentosa canadense Victoria Mboko, em uma virada emocionante que terminou com os parciais de 5/7, 6/3 e 6/2, encerrando precocemente sua participação na competição. Em contrapartida, a dupla formada por Stefani e a tcheca Marie Bouzkova teve um desempenho positivo, avançando às quartas de final após uma vitória convincente sobre a parceria da estoniana Ingrid Neel e da norueguesa Ulrikke Eikeri, com parciais de 6/3 e 6/0.
Desempenho das jogadoras brasileiras no WTA 500
O próximo desafio para a dupla da Stefani, que ocupa a 13ª posição no ranking mundial, está marcado para o final da noite de terça (13) ou na madrugada de quarta (14). Elas enfrentarão as cabeças de chave 4, a parceria da cazaque Anna Danilina e da sérvia Aleksandra Krunic. A jogadora comentou sobre a química entre as parceiras: “A Marie [Bouzkova] é uma jogadora sólida, que naturalmente complementa a maneira que jogo. Temos uma ótima química desde o início e fizemos uma boa estreia. Estou feliz de começar o ano com a vitória de hoje e animada com a próxima rodada”, disse Stefani, que se uniu a Bouzkova devido à lesão da canadense Gabriela Dabrowski.
Stefani e Dabrowski retornaram a jogar juntas após um hiato de dois anos, período durante o qual obtiveram conquistas significativas. Entre 2020 e 2023, foram campeãs do WTA 1000 de Montreal e vice-campeãs em Cincinnati e San Jose, ambos nos Estados Unidos.
Além das jogadoras em Adelaide, a noite desta segunda-feira (12) também marcou a estreia da dupla gaúcha Rafael Matos e Orlando Luz no torneio masculino de Adelaide. Eles enfrentarão a parceria formada pelo norte-americano Austin Krajicek e o croata Nicola Mektic, a partir das 21h30 (horário de Brasília).
João Fonseca será cabeça de chave no Aberto da Austrália
No cenário masculino, o jovem João Fonseca fará história ao se tornar o primeiro cabeça de chave brasileiro em um Grand Slam após 11 anos, um feito que não acontecia desde a participação de Thomaz Bellucci no US Open. Aos 19 anos, Fonseca, que se recupera de dores lombares que o impediram de participar dos torneios em Brisbane e Adelaide, ocupa atualmente a 30ª posição no ranking da ATP. Com as desistências do britânico Jack Draper (11º) e do dinamarquês Holger Rune (16º), a expectativa é que Fonseca estreie como cabeça de chave 28 no Aberto da Austrália, que começa no próximo domingo (18).
Além de Fonseca, Bia Haddad também está confirmada no Aberto da Austrália, porém não será cabeça de chave. A jogadora antecipou o final de sua temporada para setembro para cuidar da saúde mental, resultando em uma queda no ranking onde atualmente ocupa a 39ª posição.
Qualificatório para Melbourne
Em busca de uma vaga na chave principal do Grand Slam australiano, o paranaense Thiago Wild, atualmente na 216ª posição do ranking, enfrentará o equatoriano Álvaro Guillen Meza, 193º no ranking, na primeira de três rodadas do qualificatório. A partida terá início às 20h desta segunda (12).
No domingo (11), o paulista Gustavo Heide, atualmente na 238ª posição, classificou-se para a segunda rodada do qualificatório ao vencer o britânico Jay Clarke com um duplo 6/3. Seu próximo adversário será o croata Dino Prizmic, 127º no ranking, às 20h de terça (13). Outros compatriotas, João Lucas Reis e Laura Pigossi, foram eliminados por Henrique Rocha (Portugal) e Lin Zhun (China), respectivamente.
Com a temporada 2026 apenas começando, as expectativas são altas para os tenistas brasileiros que almejam brilhar nas competições internacionais. A torcida nacional aguarda ansiosa por mais conquistas nas quadras do mundo.













