Brasil, 25 de janeiro de 2026
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Investidores do Banco Master ainda aguardam reembolso após dois meses da liquidação

Investidores do Banco Master, que aplicaram seus recursos em produtos como CDBs, LCIs e LCDs cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), continuam sem receber seus reembolsos após quase dois meses da decretação de liquidação extrajudicial pelo Banco Central, ocorrida em 18 de novembro. A demora tem gerado ansiedade entre os credores, que veem o processo envolto em controvérsias políticas e institucionais.

Detalhes da liquidação e quantidade de investidores

Segundo o FGC, aproximadamente 1,6 milhão de investidores têm direito à restituição de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, totalizando cerca de R$ 41 bilhões em indenizações. Embora não exista um prazo legal para a devolução, a expectativa é de que o pagamento seja realizado assim que as informações sobre os ativos do banco sejam consolidadas.

Ocorrências envolvendo o Banco Master

O Banco Master teve suas operações encerradas após uma crise que envolveu veto à compra pela Banco de Brasília (BRB), controlado pelo Distrito Federal. Antes disso, o dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso sob suspeitas de fraudes em transações que somaram R$ 12,2 bilhões, durante a Operação Compliance Zero. O BC declarou que o conglomerado vivia uma “crise aguda de liquidez”, sem condições de honrar seus compromissos, incluindo o pagamento a investidores.

Degrau de expectativas dos investidores e preocupações

Especialistas e clientes relatam que o processo de liquidação tem sido moroso e controverso. O advogado Gustavo Kloh, professor da Escola de Direito da FGV no Rio de Janeiro, explica que a liquidação de bancos possui regras distintas de uma falência comum. “Quem nomeia o liquidante é o BC, que fixa a ordem de pagamento. Consumers, ou seja, os cotistas, geralmente ficam no fim da fila”, afirma. Ainda assim, a maioria dos credores aposta que será ressarcida em breve.

Histórias de clientes afetados

Eduardo Rossini, de São Paulo, comprou títulos do banco e tem R$ 230 mil a receber. Ele afirma que, devido à demora, está repensando suas aplicações financeiras. “Eu confiei no FGC, já recebi antes em outros bancos liquidados, mas desta vez a demora foi maior. Com isso, vou diversificar mais meus investimentos”, diz.

Outro exemplo é a arquiteta Tainá Sato, que investiu em 2020 e tem R$ 30 mil a receber. Ela comenta a expectativa de que o dinheiro seja devolvido em breve, mas reconhece a aflição de acompanhar a situação sem saber quando os valores realmente serão creditados.

Felipe Miras, também de São Paulo, que possui R$ 10 mil investidos, destaca a perda financeira com a espera sem correção. “O dinheiro fica parado, sem render nada, e eu poderia estar utilizando esse recurso em outras aplicações”, afirma.

Controvérsias e perspectivas

Há também uma campanha de desinformação nas redes sociais contra a liquidação do BC, fato revelado pelo jornal O Globo. Entendidos do setor avaliam que, apesar do clima de incerteza, o cenário para reembolso dos credores é favorável. Gustavo Kloh reforça que o procedimento de liquidação ocorre sob regras específicas e que os credores tendem a receber seus recursos em breve, embora a ordem de pagamento seja definida pelo BC, na qual os consumidores ocupam o final da fila.

Enquanto aguardam, muitos investidores continuam lamentando a ausência de rendimento durante o processo de espera, que, para alguns, já ultrapassa o período de dois meses. A situação representa uma preocupação constante para aqueles que aplicaram suas economias confiando na proteção do FGC.

Para saber mais detalhes, acesse a matéria completa no GLOBO.

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