Em sua primeira entrevista coletiva do ano, o treinador Abel Ferreira aproveitou a vitória por 1 a 0 do Palmeiras sobre a Portuguesa, no Canindé, durante a estreia do Paulistão 2026, para expor sua visão sobre os desafios da temporada. O discurso abrangente de Abel trouxe à tona preocupações com o calendário apertado, as recentes negociações de jogadores e as polêmicas sobre a arbitragem da temporada anterior.
Desafios e sentimentos de Abel Ferreira
Quando questionado sobre como se sente ao iniciar 2026, seu sexto ano no comando do Palmeiras, Abel não hesitou: “Desafio. Orgulho, um orgulho ferido. E um bocadinho de raiva também por muitas das coisas que aconteceram no ano passado. Umas foram do meu controle ou do nosso controle, outras não. Espero que não se repitam”, afirmou o treinador.
Esse desabafo reflete um sentimento de frustração e expectativa, onde Abel destaca não apenas seus desafios pessoais, mas também o estado geral da equipe. Desde a chegada ao clube, ele vem buscando constantemente melhorar a performance do time em diferentes competições.
A vitória e a expulsão decisiva
A partida contra a Portuguesa foi marcada por um gol de Luighi aos sete minutos do segundo tempo, logo após a expulsão do jogador Igor Torres, da Portuguesa, por uma falta dura em Larson. A situação se tornou um ponto de partida para Abel criticar a falta de coerência na arbitragem, comparando a falta a uma ausência de punição vista em lances anteriores na última final de Libertadores.
As declarações de Abel Ferreira
Logo no início da coletiva, Abel fez uma comparação entre a expulsão de Torres e a não expulsão de Erick Pulgar, do Flamengo, em uma jogada controversa da final da Libertadores. Ele criticou a disparidade nas decisões dos árbitros e enfatizou a necessidade de reflexão a respeito da arbitragem no futebol brasileiro.
“Basicamente este ano bati mais um recorde: uma pré-temporada de quatro dias. Os jogadores apresentaram-se domingo à noite. E na segunda-feira foram só exames. Eles não precisavam de treinador nem domingo à noite, nem na segunda-feira”, contou Abel, demonstrando a dificuldade de preparação da equipe para o Campeonato Paulista.
Ele também destacou a importância do descanso mental para os jogadores, algo essencial em um calendário tão desgastante. Para ele, o desgaste físico que os atletas enfrentam muitas vezes é ofuscado por um grande desgaste emocional, que pode impactar diretamente no desempenho dentro de campo.
Análise das contratações e expectativas da temporada
Abel Ferreira também comentou sobre o mercado de transferências. Ele revelou que o Palmeiras vendeu R$ 2 bilhões em jogadores e gastou R$ 700 milhões em novas contratações. No entanto, segundo ele, o time acabou se enfraquecendo em R$ 1,3 bilhão. “Este ano vamos ter que fazer os ajustes que devem ser feitos para continuar com a equipe competitiva como tem sido”, destacou o treinador.
Além disso, ressaltou a importância de ter um elenco equilibrado, que não se baseia apenas na qualidade individual dos jogadores, mas também na experiência e capacidade de lidar com pressão. “Uma equipe não é feita só de bons jogadores. Uma equipe é feita de experiência, de malandragem, de cobrança”, concluiu Abel Ferreira, evidenciando sua visão sobre as mudanças necessárias para que o Palmeiras mantenha seu padrão de excelência em 2026.
O discurso de Abel Ferreira, além de expor suas preocupações, refletiu também a confiança em sua equipe e uma busca por resultados que façam justiça ao potencial do Palmeiras. O foco agora retorna aos treinos e à preparação para os próximos desafios no Paulistão e outras competições nacionais.
Com a temporada apenas começando, o Palmeiras e seus torcedores têm motivos para serem otimistas, mas as palavras de Abel Ferreira servem como um alerta sobre a importância de cada momento e decisão nas competições que estão por vir.













