Brasil, 12 de janeiro de 2026
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Lula exonera Lewandowski do Ministério da Justiça e nomeia interino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou nesta sexta-feira a exoneração de Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, marcando o fim da passagem do ex-ministro pela pasta. O cargo será assumido interinamente por Manoel Carlos de Almeida Neto, que já atuava como secretário executivo.

A saída de Lewandowski

A saída do governo foi formalizada por Lewandowski em uma carta entregue ao presidente Lula na quinta-feira. O ministro informou que a decisão foi motivada por razões pessoais e familiares. Na carta, Lewandowski destaca: “Sirvo-me do presente para, respeitosamente, apresentar o meu pedido de exoneração do cargo de Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, por razões de caráter pessoal e familiar, a partir de 9 de janeiro de 2026.”

O ex-ministro também fez questão de valorizar seu trabalho na pasta, afirmando que exerceu suas funções “com zelo e dignidade”, sempre buscando o melhor desempenho possível, mesmo diante de limites políticos e orçamentários. Ele afirmou: “Ressalto que tive o privilégio de continuar servindo ao País – depois de aposentar-me como Ministro do Supremo Tribunal Federal – sob a inspiradora liderança de Vossa Excelência, sempre comprometida com o progresso e o bem-estar de todos os brasileiros.”

A nomeação do interino e próximos passos

Com a saída de Lewandowski, Lula ainda não definiu quem será o substituto oficial. Entre os cotados estão o advogado-geral da Petrobras, Welligton Cesar Lima e Silva, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Este período de transição pode trazer novos desafios e direções para o Ministério da Justiça, especialmente em um momento em que a segurança pública é um tema sensível e prioritário na agenda governamental.

Quem é Manoel Carlos de Almeida Neto

Manoel Carlos, o novo ministro interino, possui um histórico robusto na administração pública. Antes de se tornar o número 2 no Ministério da Justiça, ele atuou por oito anos como diretor jurídico da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Sua carreira também inclui passagens como procurador-geral municipal e secretário-geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 2014, foi nomeado secretário-geral do Supremo Tribunal Federal (STF). Próximo de Lewandowski, Manoel Carlos foi assessor dele na Corte e, posteriormente, convidado a integrar a gestão do ex-ministro no MJ.

A mudança no comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública reflete não apenas decisões pessoais de Lewandowski, mas também a flexibilidade política necessária para enfrentar os desafios impostos ao governo e à população brasileira. A expectativa é que, sob a liderança interina de Manoel Carlos, o ministério continue a trilhar caminhos firmes em prol da justiça e segurança.

Com essa movimentação, o Palácio do Planalto busca não apenas consolidar suas políticas, mas também transmitir uma mensagem de estabilidade e transição suave em um período de muitas mudanças. O futuro ministro oficial será, sem dúvida, uma figura central neste processo, e sua escolha poderá definir os rumos enfrentados pelo ministério nos próximos anos.

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