Brasil, 12 de janeiro de 2026
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Gilmar Mendes defende Lewandowski após críticas à sua saída

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), veio a público nesta quinta-feira para defender o ex-ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, após uma série de críticas que este recebeu em sua saída do cargo. Mendes destacou a importância da atuação de Lewandowski no combate ao crime organizado e a importância da política de segurança pública que ele implementou durante sua gestão. A situação trouxe à tona um debate acalorado sobre as políticas de segurança no Brasil e as diferentes visões sobre a eficácia das gestões recentes.

Defesa de Mendes e a jornada de Lewandowski

Em sua publicação nas redes sociais, Gilmar Mendes ressaltou os esforços de Lewandowski durante sua passagem pelo Ministério da Justiça, descrevendo sua gestão como fundamental para o fortalecimento do combate ao crime organizado. Mendes destacou a apresentação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança e outras iniciativas que, segundo ele, reforçam a atuação do Estado de Direito na segurança pública. “A atuação do Ministro Ricardo Lewandowski à frente do Ministério da Justiça foi marcada pelo fortalecimento do enfrentamento ao crime organizado, ancorado em planejamento, inteligência policial e cooperação entre instituições”, escreveu Mendes.

Resultados práticos e investigações

O ministro também fez questão de mencionar o trabalho da Polícia Federal durante a gestão de Lewandowski, citando investigações relevantes que combatem esquemas de lavagem de dinheiro de facções criminosas. Entre as operações destacadas, estão as operações Tank, Quasar e Carbono Oculto, que tiveram como objetivo desmantelar redes de crime organizado. Essas iniciativas são vistas por Mendes como parte da estratégia mais ampla para enfrentar a criminalidade no país.

Reações ao elogio de Mendes

A defesa de Mendes foi recebida com divisão. Enquanto muitos apoiadores de Lewandowski exaltaram seus esforços, críticos se pronunciaram, destacando a insatisfação com as políticas de segurança estabelecidas. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também elogiou Lewandowski, reforçando seu compromisso com ética e defesa dos direitos fundamentais. A mensagem de suporte de Mendes parece ter surgido em um momento de polarização em torno do legado do ex-ministro.

Críticas à gestão de Lewandowski

Por outro lado, a gestão de Lewandowski não passou ilesa às críticas. O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, que tem exercido interinamente a governança no estado, qualificou a saída de Lewandowski como uma “boa notícia”, afirmando que ele foi o “pior ministro da Justiça da história”. Ramuth criticou a proposta de Lewandowski de uma nova lei de segurança pública, que, segundo ele, teria sido ineficaz.

Criticas também vieram do Partido Novo, que chegou a afirmar que Lewandowski deixou o país mais injusto do que quando assumiu. Essa visão foi apoiada por parlamentares que acusaram o ex-ministro de ter com sua administração contribuído para um fortalecimento das facções criminosas no Brasil.

Consequências da saída

A saída de Lewandowski do Ministério da Justiça não apenas abre espaço para novos desafios na política de segurança pública, mas também reflete uma ampla gama de opiniões sobre a eficácia das estratégias implementadas durante sua gestão. A deputada federal Júlia Zanatta, por sua vez, alertou que “Lewandowski sai do Ministério da Justiça e deixa um legado: crime organizado mais forte”.

Esse contexto gera um debate sobre o futuro das políticas públicas em relação à segurança e o combate ao crime organizado no Brasil, em um cenário onde vozes tanto de apoio quanto de oposição se tornam cada vez mais evidentes.

Com a saída de Lewandowski e as declarações de apoio e críticas, o olho se volta para a próxima gestão e as medidas que serão adotadas para enfrentar os desafios da segurança pública no país, um tema que continua a ser uma prioridade para muitos brasileiros.

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