Brasil, 22 de janeiro de 2026
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Líderes católicos na Austrália condenam ataque terrorista em Hanukkah

Os líderes católicos na Austrália expressaram forte condenação ao ataque terrorista ocorrido no domingo na celebração de Hanukkah em Bondi Beach, Sydney, que resultou na morte de 16 pessoas e dezenas de feridos. Na ocasião, uma quadrilha de atiradores abriu fogo contra participantes do evento, incluindo uma criança de 10 anos, levando a uma resposta veemente da Igreja Católica diante do clima de antissemitismo crescente no país.

Reação dos líderes religiosos e denúncia do antissemitismo

O arcebispo Anthony Fisher de Sydney emitiu uma declaração de “profunda tristeza e indignação justa” pelo episódio violento, ressaltando que a violência contra os judeus é um “mal indescritível que deve ser repudiado por todos os australianos”.

“A destruição de uma celebração do Hanukkah, com tantas vidas perdidas, horrifica a todos nós”, afirmou Fisher. Ele também destacou a existência de um ambiente de antissemitismo que, segundo ele, tem se agravado na cidade nos últimos dois anos, especialmente em manifestações próximas à catedral católica de Sydney.

Fisher revelou ainda uma conexão pessoal com o povo judeu, afirmando que sua bisavó era judia, e afirmou que “um ataque aos judeus é um ataque a todos nós”.

O presidente da Conferência dos Bispos Católicos da Austrália, arcebispo Timothy Costelloe, também condenou veementemente o episódio. “O motivo torcido dos perpetradores revela um ciclo de antissemitismo que nos faz refletir sobre nossa própria sociedade”, afirmou. Ele alertou que o ódio e o preconceito representam manchas sombrias que ameaçam toda a comunidade australiana.

Compromisso da Igreja e ações de combate ao antissemitismo

Fisher anunciou que a comunidade católica intensificará esforços para combater o antissemitismo por meio de ações educativas e de pregação. A instituição também se colocou à disposição da comunidade judaica, oferecendo suporte espiritual e psicológico diante da violência sofrida.

“Queremos garantir que nossos vizinhos judeus estejam seguros e protegidos”, declarou o arcebispo. As autoridades confirmaram que o ataque foi considerado um incidente terrorista, com dois atiradores envolvidos, um deles morto por policiais no local, e o outro, um jovem de 24 anos, em estado crítico.

Detalhes do ataque e repercussões

Segundo o policial de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, o ataque teve como autores um pai e seu filho, identificados como Sajid Akram, de 50 anos, e Naveed Akram, 24 anos. Naveed, que tinha ligação prévia com uma célula do Estado Islâmico, foi investigado há seis anos por suas conexões com grupos extremistas, conforme revelou a imprensa local.

As autoridades também encontraram explosivos improvisados em um veículo ligado aos criminosos, reforçando a gravidade do ato, que foi oficialmente declarado terrorismo. Policiais e equipes de resgate reagiram com coragem, e um cidadão que ajudou a conter um dos atiradores foi nomeado herói nacional.

Reações políticas e união contra o ódio

O primeiro-ministro Anthony Albanese condenou o ataque como um “ato de maldade” direcionado aos judeus australianos, afirmando que esta violência representa um ataque a toda a nação. Ele reforçou o compromisso do governo de proteger todas as comunidades diante de episódios que alimentam o ódio e o preconceito.

“A Austrália é uma nação que deve se unificar contra o antissemitismo e qualquer forma de extremismo,” declarou Albanese. Ele também agradeceu às forças de segurança e a um cidadão que impediu uma tragédia maior na cena do ataque.

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