A expectativa de uma ceia de Natal mais farta e sofisticada em 2025 reflete a melhora na conjuntura econômica do país, que contou com recorde de emprego formal e queda de 14% no dólar ao longo do ano. Esses fatores contribuíram para um crescimento estimado de 15% no consumo familiar durante as festas, segundo projeções da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o maior da série iniciada em 2015.
Impactos da economia estável na temporada de festas
De acordo com Márcio Milan, vice-presidente da Abras, a menor pressão cambial permitiu às empresas antecipar importações, manter preços e lançar produtos de maior valor agregado. Entre novembro e dezembro, as vendas de importados subiram 12,7%, principalmente categorias como vinho, azeite e alimentos gourmet, beneficiadas pelo câmbio favorável.
A abertura do mercado de azeites, com a retirada da taxa de importação pelo governo, levou redução de cerca de 18% no preço médio do produto, tornando-o mais acessível e impulsionando o consumo em alta temporada, afirma Yasmin Roiter, gerente de marketing da Gallo Brasil.
Novidades e estratégias de mercado para a ceia de 2025
Produtos premium e diversidade de opções
As indústrias de alimentos trazem novidades: a BRF, dona de Sadia e Perdigão, renovou até 15% de seu portfólio natalino, com itens de maior valor agregado, incluindo chester recheado e empanado para air fryer, além de versões menores de panetones e kits de presentes.
Na mesma linha, a Bauducco investiu em produtos premium, lançando sabores como pistache e novas versões de panetones de chocolate, além de latas de até 750 gramas e minilatas colecionáveis, atendendo à demanda por indulgências acessíveis.
Preparativos e aumento nas vendas
As lojas e supermercados também destacam a antecipação na compra por parte dos consumidores, impulsionada pela melhora na economia e a expectativa de custos mais controlados. No Rio de Janeiro, a loja Empório Tuta do Bacalhau já venda cestas natalinas de R$ 73,90 a R$ 228, aproveitando parcerias com distribuidoras para manter preços e qualidade.
Segundo Marcelo Maleh, proprietário, a queda do dólar favorece o aumento da variedade de produtos importados: “O câmbio mais baixo permite investir em novidades, especialmente em vinhos, biscoitos e gastronomia”.
Custos e tendências do consumo natalino
Apesar da melhora na conjuntura, alguns itens tradicionais, como o azeite, ainda enfrentam dificuldades devido ao euro alto, apesar da suspensão temporária de impostos, e à safra internacional mais favorável. A expectativa é de que os preços se estabilizem em torno de R$ 35 a garrafa de 500 ml.
Os preços dos principais itens da ceia subiram apenas 3,5% em relação ao ano passado, o menor percentual desde 2017, refletindo o controle da inflação, enquanto o volume de compras de produtos importados aumentou 12,7%, reforça Bonuccelli, gestor da rede Supermercados Zona Sul.
Perspectivas para a temporada natalina
Com a desaceleração do dólar e o otimismo do setor, as empresas apostam em uma ceia mais elaborada, com maior variedade de sabores e produtos premium, além de kits de presentes e cestas montadas para empresas e consumidores finais. A adaptação às novas tendências e o controle de custos devem garantir uma temporada de festas mais movimentada e democrática, com destaque para itens sofisticados e acessíveis.
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