Neste domingo, o Papa Leo XIV expressou profunda preocupação com a recente escalada de confrontos na região leste da República Democrática do Congo, pedindo o fim imediato da violência e o retorno ao diálogo, conforme esforços de paz em andamento.
Apelo do Papa por cessar fogo no Congo
Ao liderar a oração do Ângelus na Praça de São Pedro, o pontífice destacou que acompanha com atenção o recrudescimento dos conflitos na região, impulsionado pelos confrontos envolvendo o grupo rebelde M23, apesar do recente acordo de paz assinado entre Congo e Ruanda. “Enquanto demonstro minha proximidade ao povo, incentivo as partes envolvidas no conflito a cessar toda forma de violência e buscar um diálogo construtivo, respeitando o processo de paz em curso”, afirmou Leo XIV.
Contexto do conflito e esforços de paz
Os confrontos intensificados ocorrem em uma região rica em minerais, e representam uma ameaça à estabilidade na área. Segundo relatos, mesmo após a assinatura do pacto de paz entre os líderes congoleses e ruandeses, os combates persistiram, levando a uma preocupação internacional com o agravamento da situação humanitária.
Momentos de fé e homenagem às vítimas
Durante sua catequese antes do Ângelus, o Papa também recordou as recentes beatificações de mártires em Espanha e França, exaltando sua fidelidade à fé diante de perseguições. “Louremos ao Senhor por esses mártires, testemunhas corajosas do Evangelho, perseguidos e mortos por permanecerem próximos ao seu povo e fiéis à Igreja”, declarou.
Reflexão sobre o Evangelho e a esperança em Jesus
O Papa refletiu sobre a leitura do Evangelho do Terceiro Domingo do Advento, na qual João Batista, preso por pregar a verdade, ainda busca respostas sobre Jesus. Jesus responde com sinais concretos de salvação, como a cura dos cegos, surdos e mortos, explicando que seu ministério é uma mensagem de libertação e esperança.
Jesus, fonte de liberdade e esperança
Leo XIV enfatizou que Jesus liberta das prisões do desespero e da dor, dando voz aos oprimidos e vencendo ideologias que promovem o silêncio e a exclusão. “Ao encontrarmos Jesus, reencontramos o sentido da vida, especialmente nos momentos de escuridão e sofrimento”, afirmou.
O Advento como tempo de esperança e ação
O pontífice concluiu sua reflexão destacando que o Advento é uma oportunidade de unir a expectativa da chegada do Salvador com a atenção às ações de Deus no mundo, estimulando a esperança de experimentar a liberdade na presença de Cristo, especialmente neste período de preparação para o Natal.
Esta notícia foi originalmente publicada na ACI Prensa e adaptada pela CNA, parceiro de notícias em espanhol da agência.

