Na manhã de domingo (14), o Papa Leo XIV presidiu a missa do Jubileu dos Prisioneiros, na Basílica de São Pedro, convocando a esperança, a reconciliação e a transformação nos sistemas penitenciários de todo o mundo. Cerca de 6.000 peregrinos de 90 países participaram do evento, incluindo detentos, familiares, agentes penitenciários e representantes de várias nações.
Pontuação do Papa sobre os desafios do sistema penitenciário global
Em sua homilia, Leo XIV ressaltou que, embora o Ano Santo esteja chegando ao fim, ainda há “muito a ser feito” na luta por justiça, reinserção e respeito aos direitos dos presos. Citando o profeta Isaías — “os resgatados do Senhor voltarão para Sião, com louvor” — ele reforçou que é Deus quem liberta e redime.
O Papa reconheceu as dificuldades enfrentadas nas prisões, descrevendo-as como “locais difíceis”, mas encorajou os presentes a perseverar “com tenacidade, coragem e espírito de colaboração.” “Apesar dos obstáculos, não podemos desistir ou perder a esperança”, afirmou.
A Justiça que vai além da punição
Leo XIV enfatizou que a justiça deve ser mais do que punição. “Precisamos entender que toda queda é uma oportunidade de recomeço, que ninguém é definido apenas por seus erros e que a justiça é um processo de reparação e reconciliação”, declarou.
Ao refletir sobre o significado do Jubileu, o pontífice destacou que manter a compaixão, o respeito e a misericórdia pode gerar frutos inesperados, mesmo em condições adversas. “Gestos de esperança e encontros humanos dentro das paredes do cárcere florescem onde menos se espera”, afirmou.
Homenagem às propostas do Papa Francisco
Leo XIV relembrou as aspirações do seu predecessor, Papa Francisco, de incluir no Jubileu gestos de perdão, perdão e oportunidades reais de reintegração social. “Espero que muitos países sigam seu desejo de oferecer oportunidades de recomeço e de confiança na sociedade”, disse.
Desafios do sistema penitenciário
O Papa destacou os principais desafios enfrentados pelas prisões, como superlotação, falta de programas de educação e reabilitação, além de escassez de oportunidades de trabalho. Ele também tocou nas feridas pessoais, como desapontamentos e o difícil caminho do perdão.
“Por mais que enfrentemos essas dificuldades, o Senhor nos repete que o mais importante é que ninguém se perca e que todos sejam salvos”, afirmou. “Que ninguém seja perdido! Que todos sejam salvos!”
Participação e projetos do Jubileu
Delegações de diversas prisões italianas, incluindo Rebibbia, Casal del Marmo, Brescia, Pescara e outras, participaram do evento, assim como grupos internacionais coordenados por capelães de penitenciárias na Espanha, Portugal, Malta e Chile. Um grupo de 500 peregrinos foi acompanhado pela Inspeção Geral de Capelães das prisões italianas.
Os objetos utilizados na missa foram produzidos pelos próprios detentos, por meio do projeto “Sense of Bread”, promovido pela Fundação Casa dello Spirito e delle Arti. Desde 2016, mais de 300 internos participaram dessa iniciativa, confeccionando hóstias que chegaram a mais de 15 mil dioceses e comunidades religiosas na Itália e no exterior.
Segundo a organização, a mensagem do Papa e as ações do Jubileu reforçam a esperança de uma sociedade mais justa, inclusiva e misericordiosa, em que a transformação e a reintegração são possíveis para todos.
Para mais detalhes, acesse a matéria original da ACI Stampa.








