Brasil, 12 de janeiro de 2026
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Palmeiras se consagra tetracampeão paulista feminino

O Palmeiras é tetracampeão paulista feminino. Neste domingo (14), as palestrinas perderam para o Corinthians por 1 a 0, no Canindé, em São Paulo, mas se beneficiaram da goleada de 5 a 1 aplicada na partida de ida, há uma semana, na Arena Barueri, garantindo assim a vitória no placar agregado.

Uma trajetória de conquistas

Campeão pela primeira vez em 2001, o Palmeiras conquistou seu terceiro título paulista desde a retomada da modalidade no clube, seis anos atrás. Com quatro troféus na prateleira, as alviverdes se igualaram a Santos, Juventus e ao próprio Corinthians como as maiores vencedoras do principal torneio estadual feminino do país.

Este título coroa a temporada mais vitoriosa do futebol feminino do Palmeiras desde 2019. Além do Paulistão, o clube conquistou a Copa do Brasil ao derrotar a Ferroviária e a Brasil Ladies Cup em cima do Grêmio – coincidentemente, também no Canindé. Essa fase de triunfos demonstra a força do trabalho desenvolvido pela comissão técnica e atletas do clube.

Destaques da partida e mudanças no elenco

A última partida também marcou a despedida de Amanda Gutierres, que teve 80% de seus direitos econômicos negociados com o Boston Legacy, dos Estados Unidos, por US$ 1,1 milhão (aproximadamente R$ 5,8 milhões). Com essa transferência, a jogadora se torna a quinta venda mais cara do futebol feminino mundial e a maior do Brasil. Em 2025, Amanda se tornou a principal goleadora alviverde, acumulando 74 gols em 102 jogos.

No decorrer da partida, o Corinthians investiu em uma abordagem ofensiva no primeiro tempo, mas falhou em sua execução, apresentando uma taxa de acerto de passe abaixo de 70%. A melhor oportunidade do time veio no tempo acrescentado, quando a volante Duda Sampaio, após receber na área, fez o passe para Vic Albuquerque, que, quase sem ângulo, viu sua finalização desviar na trave direita.

No segundo tempo, aos cinco minutos, um cruzamento pela esquerda levou o goleiro Kate Tapia a deixar a bola escapar nas mãos, resultando em um pênalti após a falta cometida pela zagueira Pati Maldaner em Gabi Zanotti. A própria meia cobrou e abriu o placar para as Brabas. A reação corintiana, no entanto, parou por aí.

O técnico Lucas Piccinato tentou fortalecer a equipe alvinegra com um ataque reforçado, mas não conseguiu assustar o Palmeiras, que, armado pela técnica Rosana Augusto, se mostrou eficiente nos contragolpes. Em um deles, aos 42 minutos, Greicy Landazury fez um cruzamento da direita que encontrou a volante Joselyn Espilanes, que por pouco não aumentou a vantagem, mas teve seu gol anulado por impedimento. Mesmo assim, a festa no Canindé foi do Palmeiras.

Decisões em outros estaduais

Ainda neste domingo, outros dois campeões estaduais foram definidos. Às 15h (horário de Brasília), o Coritiba enfrentou o Toledo no Estádio Francisco Muraro, em Curitiba, na final do Campeonato Paranaense Feminino. O Coritiba havia vencido a partida de ida por 2 a 0 e poderia perder por um gol de diferença para garantir a taça inédita, após dois vices consecutivos. A equipe do interior buscava sua primeira conquista após cinco vezes na segunda colocação.

Enquanto isso, às 15h30, começou a final do Maranhense Feminino, entre Iape e Sampaio Corrêa, no Castelão. O atual tricampeão Iape detinha a vantagem do empate para se igualar a Internacional e Viana como maior vencedor do Estadual. Para o Sampaio, uma vitória era a única opção para conquistar o título depois de oito anos.

Outros campeões nos Estaduais

No sábado (13), foram celebrados os campeões estaduais do Rio Grande do Norte e de Rondônia. No Rio Grande do Norte, o União de Natal conquistou o pentacampeonato ao vencer o Potyguar Seridoense nos pênaltis, após empate em 0 a 0 no tempo normal. A goleira Miriam se destacou, defendendo duas cobranças. No Campeonato Rondoniense, a Desportiva Itapuense venceu o Brazuca por 3 a 0, com gols de Vivi, Caren e Monique. Ambas as equipes conquistaram vagas na próxima edição do Brasileirão A3 e na Copa do Brasil.

Os triunfos demonstram a crescente competitividade do futebol feminino no Brasil, com clubes investindo e valorizando suas jogadoras, criando um cenário promissor para o futuro da modalidade.

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