Brasil, 22 de janeiro de 2026
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Iztapalapa celebra reconhecimento como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO

A cerimônia em Nova Delhi, na Índia, aprovou a indicação da Via Crucis de Iztapalapa, que ocorre anualmente durante a Semana Santa na Cidade do México, reconhecendo sua importância cultural e religiosa mundial.

Reconhecimento internacional reforça a tradição de Iztapalapa

Edaly Quiroz, vice-diretor do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) do México, destacou que essa celebração vai além de uma encenação teatral, sendo uma manifestação de união, fé e resistência que aproxima milhares de pessoas em uma expressão coletiva de memória, identidade e participação.

Segundo a página oficial da UNESCO, as práticas culturais inscritas na lista do Patrimônio Cultural Imaterial envolvem conhecimentos e expressões que os próprios grupos reconhecem como parte de sua identidade cultural, reforçando a necessidade de preservá-las para as futuras gerações.

Cena durante a Semana Santa em Iztapalapa. Crédito: Comitê Organizador da Semana Santa em Iztapalapa
Cena durante a Semana Santa em Iztapalapa. Crédito: Comitê Organizador da Semana Santa em Iztapalapa

Juan Pablo Serrano, responsável pela imagem do Senhor da Cueva, contou à ACI Prensa que essa tradição está ligada à origem da imagem e a uma promessa feita na comunidade no século XIX. Em 1687, uma imagem de Cristo, que vinha do Oaxaca para a cidade, ficou retida na Caverna no Cerro de la Estrella após uma parada de descanso, e não conseguiu mais ser movida, o que despertou uma devoção especial.

Serrano também explicou que a ligação direta com as Estações da Cruz começou em 1833, durante uma epidemia de cólera, quando a população carregou a imagem em procissão, pedindo intercessão de Cristo. Após dias de oração, a peste cessou, interpretando-se esse evento como um milagre.

Cerca de 2 milhões de participantes em 2025

Desde então, a comunidade prometeu reviver anualmente essa paixão, levando a tradição a um crescimento constante, em número de participantes e espectadores. Só na Semana Santa de 2025, estimou-se uma presença de aproximadamente 2 milhões de pessoas.

Serrano expressou satisfação com o reconhecimento, considerando-o uma honra que enche os moradores de orgulho. Ele ressaltou que, em seus anos à frente da imagem, tem visto a chegada de visitantes de diversas origens, inclusive de quem não é católico, tocados pela força do espetáculo, muitos deles refletindo, se convertendo ou simplesmente vivenciando uma experiência profunda.

Para o responsável, essa inclusão no patrimônio da UNESCO reforça o compromisso comunitário de manter a celebração como uma expressão de gratidão a Deus, cuja realização serve também como uma catequese e evangelização contínuas.

Esta reportagem foi publicada originalmente pela ACI Prensa e adaptada para o português pela CNA.

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