Os assessores da administração de Donald Trump têm elaborado estratégias para apoiar a possível saída do presidente venezuelano Nicolás Maduro, considerado por eles como líder de um esquema de tráfico de drogas. A oposição venezuelana, liderada por Maria Corina Machado, também prepara planos para liderar uma transição de governo, caso Maduro seja afastado do poder.
Intervenções militares e plano de transição na Venezuela
Desde setembro, os Estados Unidos intensificaram ações militares contra supostos carregamentos de drogas venezuelanos, incluindo a destruição de 22 embarcações e o deslocamento de um porta-aviões na região do Caribe. Na entrevista à Politico, publicada em 9 de dezembro, Trump afirmou que Maduro “tem seus dias contados”.
Paralelamente, Maria Corina Machado, uma figura de destaque na oposição venezuelana, apareceu publicamente em Oslo, após sua filha receber o Prêmio Nobel da Paz. Machado, que esteve quase um ano em clandestinidade, evitou responder diretamente se apoiaria um ataque militar dos EUA na Venezuela, dizendo que “Maduro declarou guerra ao povo venezuelano”.
Plano de governo de transição e perspectivas futuras
Machado apresentou um roteiro para a Venezuela, prevendo a implantação de um governo de transição sem o controle estatal sobre a economia, promovendo um mercado livre e garantias de propriedade e liberdade de expressão. Ela também defendeu que o setor petrolífero deixe de ser controlado por estatais e passe a ser privatizado.
Segundo uma fonte próxima à oposição, Machado pretende reverter a perseguição a presos políticos e garantir eleições livres, além de reintegrar ao país os nove milhões de venezuelanos que emigraram devido à crise. “Vamos trazê-los de volta”, afirmou Machado em um de seus discursos.
Debates sobre atuação internacional e o futuro da Venezuela
Embora haja apoio de Machado a ações militares conduzidas por Trump, há debates internos sobre o envolvimento dos EUA na implantação de uma governança efetiva, lembrando os processos de reconstrução em países como Iraque e Afeganistão, criticados por Trump na campanha eleitoral.
Os assessores de Trump também preparam opções para garantir a segurança do petróleo e das infraestruturas do país, essenciais para a economia venezuelana, caso Maduro seja removido. “Preparar para todos os cenários é responsabilidade do governo dos EUA”, afirmou uma fonte do Departamento de Estado.


