A Grande São Paulo amanheceu nesta quinta-feira (11) com mais de 1,5 milhão de imóveis sem energia elétrica, sendo pouco mais de um milhão apenas na capital. As informações foram fornecidas pela Enel, concessionária responsável pelo fornecimento de energia na cidade e em outros 23 municípios da região metropolitana.
Efeitos do ciclone extratropical
Na quarta-feira (10), ventos fortes foram registrados, alcançando velocidades de até 98,1 km/h na Lapa, localizada na Zona Oeste da capital. O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) informou que estas rajadas são consequências de um ciclone extratropical que se formou na região Sul do Brasil, afetando diretamente a Grande São Paulo.
Segundo o mapa de energia divulgado pela Enel, até o início da manhã desta quinta-feira, 1.542.030 clientes estavam sem fornecimento de energia na Grande São Paulo. Na cidade, 1.052.644 imóveis permanecem no escuro, gerando preocupação e transtornos para os moradores.
Consequências para a população
Os ventos não apenas ocasionaram quedas de energia, mas também causaram danos materiais significativos. O corpo de bombeiros recebeu um grande número de chamados até a noite de quarta-feira, totalizando:
- 1.412 chamados relacionados a quedas de árvores;
- 21 chamados referentes a desabamentos e desmoronamentos;
- 3 chamados para enchentes e alagamentos.
Entre os incidentes mais notáveis, uma árvore caiu na Avenida Paulista, bloqueando o acesso à Japan House, um importante centro cultural da cidade. Além disso, a forte ventania afetou as decorações natalinas, derrubando, por exemplo, a figura de Papai Noel na Avenida Paulista.
Reação das autoridades
O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou à GloboNews que irá acionar a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Justiça para que medidas sejam tomadas em relação ao contrato da Enel, ressaltando a importância de agir imediatamente para evitar recorrências, especialmente após os apagões registrados desde novembro deste ano.
Impactos nos transportes aéreos
Os efeitos das rajadas de vento também atingiram o transporte aéreo. O Aeroporto de Congonhas, situado na Zona Sul da capital, registrou 181 voos na quarta-feira, sendo 88 chegadas e 93 partidas. Entretanto, a operação já começou a ser impactada na manhã desta quinta-feira, com quatro decolagens e nove chegadas canceladas até às 7h55.
No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o cenário não foi diferente. Até às 6h55 desta manhã, foram canceladas duas partidas e 15 pousos, com 31 voos de chegadas alternando seus destinos para outros aeroportos na quarta-feira.
A situação evidencia a gravidade das condições climáticas que não só afetam a infraestrutura de energia, mas também o sistema de transportes da Grande São Paulo, gerando uma onda de insatisfação entre os cidadãos que dependem desses serviços em seu dia a dia.
Preparações para a continuidade da crise
Com a previsão de que o ciclone continue avançando, a população é orientada a se preparar para possíveis novas interrupções de energia e deslizamentos em áreas mais vulneráveis. O monitoramento das condições climáticas segue, com as autoridades trabalhando para restabelecer a normalidade o mais rápido possível.
O cenário atual reforça a importância de investimentos em infraestrutura e planejamento urbano adequado, visando minimizar os impactos de eventos climáticos extremos na vida dos paulistanos e na segurança pública.
Os moradores da Grande São Paulo permanecem em alerta e aguardam soluções efetivas que garantam a segurança e a continuidade dos serviços essenciais, especialmente com a rápida aproximação do final de ano e das festividades natalinas.
Para mais informações sobre a situação atual da energia elétrica na região, você pode acessar a cobertura completa no G1.



