Brasil, 22 de janeiro de 2026
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Disputa no PL por vaga ao Senado após candidatura de Flávio Bolsonaro

O recente anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência em 2026 gerou uma intensa movimentação política dentro do PL (Partido Liberal) do Rio de Janeiro. A expectativa é grande sobre quem será o escolhido para ocupar a possível vaga no Senado que ficará em aberto com a saída de Flávio. A estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro, de formar uma maioria no Senado na próxima legislatura, também espelha a vontade de fortalecer sua base de apoio e pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF).

Movimentações políticas e candidatos em destaque

Dentre os nomes que surgem como possíveis candidatos ao Senado, o deputado Carlos Jordy se destacou, tendo sido o ex-líder de Bolsonaro na Câmara. Jordy confirmou seu interesse em disputar a vaga: “Deixei claro ao partido que aceito o desafio. Estou à disposição para o Senado e para apoiar o Flávio à Presidência”, declarou.

Outro nome em evidência é o deputado Hélio Lopes, que, conhecido anteriormente como “Hélio Bolsonaro”, também busca se afirmar como real candidato. Ele vai além e admite que, caso não consiga ser candidato pelo Rio, um plano alternativo pode ser a disputa por uma vaga em Roraima. “Vejo com bons olhos a possibilidade [de disputar uma vaga no Senado]”, afirmou Hélio.

O PL também conta com outros candidatos fortes, como Sóstenes Cavalcante, atual líder do partido na Câmara, considerado próximo ao ex-mandatário e com boa ligação no setor evangélico. Além dele, o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes, é novamente mencionado por ter efetivas relações com prefeitos da região metropolitana do Rio, o que pode favorecer suas chances nas eleições.

Novos nomes na disputa

Na última reunião realizada por Flávio com presidentes regionais do PL, um nome inesperado foi apresentado: o delegado Felipe Cury, atual secretário da Polícia Civil do Rio. Cury é reconhecido por sua atuação em operações policiais e seu nome começou a ganhar força nas pesquisas internas do partido. A ideia de uma “dobradinha” com o governador Claudio Castro, que pode ocupar outra vaga na chapa, se mostra como uma estratégia interessante para fortalecer a campanha e alcançar maior apoio popular.

Alinhamento e posição do PL

Neste cenário, Flávio Bolsonaro chamou a atenção dos presidentes dos diretórios estaduais do PL, solicitando que fosse demonstrada unidade, perante suas bases, destacando que a decisão de sua candidatura partiu diretamente de Jair Bolsonaro. Ele frisou que sua candidatura representa uma “missão” para fortalecer o partido, além de declarar que não serão aceitas dissidências, reforçando a necessidade de um posicionamento claro contra alianças com partidos de esquerda nas eleições próximas.

A movimentação política, no entanto, não está isenta de desafios. O PL já enfrentou situações complicadas nas eleições municipais, onde se aliou a partidos da base governista nos estados do Ceará, Maranhão e Bahia. Isso deixou dúvidas sobre a real capacidade do PL de se manter coeso e unido diante de diferenças ideológicas.

Em encontros realizados com líderes de outros partidos, como Antônio Rueda do União Brasil e Ciro Nogueira do PP, Flávio também enfrentou desconfianças sobre sua habilidade em “tracionar” sua candidatura para o Palácio do Planalto. Ele defendeu sua posição, citando pesquisas que demonstrariam sua viabilidade política e afirmando que sua candidatura é “irreversível”. Flávio reafirmou que, com o apoio de aliados como o governador Tarcísio de Freitas e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, sua campanha ganhará força.

Considerações finais sobre a candidatura

O senador, que se viu envolto em controvérsias quanto à sua pré-candidatura e a interação com o Centrão, ressaltou que seu objetivo político é assegurar a liberdade de seu pai, Jair Bolsonaro, e a conquistas eleitorais em favor de sua campanha: “Meu preço era Jair Bolsonaro livre e nas urnas. Ou seja: não tem preço”, retificou Flávio ao esclarecer suas falas anteriores.

Com um cenário tão dinâmico, a disputa pelas vagas no Senado no PL do Rio promete ser acirrada, envolvendo não apenas questões internas do partido, mas também o posicionamento político em relação a alianças e estratégias eleitorais que serão decisivas para o sucesso da candidatura de Flávio em 2026.

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