Brasil, 16 de janeiro de 2026
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Governo avança em reforma tributária que aumenta tributação de empresas de médio porte

O governo federal está intensificando as negociações para aprovar uma reforma tributária que aumenta a tributação de empresas de médio porte, levando à arrecadação adicional de cerca de R$ 8 bilhões em 2026. Apesar das resistência, a proposta busca cumprir metas fiscais e equilibrar o orçamento do próximo ano.

Redução de benefícios fiscais e alta na tributação de empresas de médio porte

O principal ponto de conflito é a proposta do Palácio do Planalto que prevê elevar a tributação para companhias com faturamento de até R$ 78 milhões que operam no regime de lucro presumido, sistema predominante em setores de serviços e entre profissionais liberais como médicos e advogados. Essa medida corresponde a cerca de metade da arrecadação prevista com mudanças tributárias em 2026, que totalizam R$ 19,8 bilhões.

Impacto nas receitas e resistência parlamentar

Segundo fontes do governo, o aumento na tributação dessas empresas representa uma estratégia para reforçar o caixa e manter o equilíbrio fiscal. “Essa medida é fundamental para alcançar nossas metas de arrecadação”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Entretanto, enfrenta forte resistência no Congresso, especialmente de setores afetados, que alegam prejuízos à atividade empresarial.

Apesar das dificuldades, o governo tem defendido a proposta argumentando que alterações no projeto só seriam possíveis com alterações no orçamento, o que reforça a necessidade de sua aprovação rápida. O relator indicado pela Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), foi designado na segunda-feira para conduzir o debate no plenário, podendo incorporar ao texto elementos da proposta original do Executivo.

Negociações e cronograma político

As conversas têm ocorrido diante de um cenário de alta tensão no clima político, especialmente após o anúncio do presidente da Câmara, Hugo Motta, de pautar um projeto que reduz penas relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro. Ainda assim, integrantes do governo demonstram otimismo na possibilidade de votar a reforma antes do recesso parlamentar, previsto para a próxima semana.

Consequências econômicas e orçamentárias

Se não aprovada a tempo, a reforma poderá ser postergada para o início de 2026, o que obrigaria o governo a buscar novas fontes de arrecadação ou recorrer ao contingenciamento de despesas, uma medida amplamente rejeitada pelos parlamentares. Para evitar esse cenário, a intenção é votar a proposta na Câmara e no Senado até o fim da próxima semana, garantindo sua inclusão na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, conforme regras de anualidade.

Especialistas alertam que atrasos podem comprometer o cumprimento das metas fiscais e afetar o equilíbrio das contas públicas, especialmente no contexto de um ano eleitoral. Assim, o governo continua negociando para aprovar as mudanças antes do recesso, sob pressão por parte do Legislativo e do Executivo.

Mais detalhes sobre as negociações e o andamento da reforma podem ser acompanhados na reportagem completa pelo GLOBO.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes