Brasil, 12 de dezembro de 2025
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Família de empresário nega acusações de grilagem em coletiva

No coração da Bahia, a Operação Sinete continua a ser um tema de grande repercussão. A família do empresário Oyama Figueiredo, ex-presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, se manifestou na última terça-feira (2) em uma coletiva de imprensa para negar os envolvimentos das investigações que resultaram na prisão de sete pessoas e no cumprimento de 47 mandados de busca e apreensão. A operação, desdobrada na semana passada, investiga um suposto esquema de grilagem de terras e lavagem de dinheiro na região.

A defesa se posiciona contra as acusações

Os advogados de defesa, Marco Aurélio Andrade Gomes e Yuri Carneiro, estavam presentes na coletiva e destacaram que seus clientes se dizem inocentes e abalados com as acusações. “Oyama, com 76 anos, possui problemas de saúde e não é responsável pelas atividades ilícitas apontadas”, afirmou Marco Aurélio durante a coletiva.

De acordo com a Polícia Civil, a operação resultou em apreensões significativas, incluindo 12 carros de luxo, duas motocicletas, joias e uma quantia não divulgada em dinheiro. Em resposta, os advogados alegam que as evidências, como interceptações telefônicas de 2025, não provam qualquer atividade criminosa dos investigados.

Risco de destruição de provas

As prisões temporárias dos investigados foram prorrogadas por mais cinco dias pela Justiça, a fim de evitar a destruição de provas. A defesa argumenta que já se encontram sob posse das autoridades todos os materiais relevantes, como celulares e documentos. “Não há risco de fuga, nem de destruição de provas”, declarou o advogado Carneiro.

O contexto da Operação Sinete

A investigação da Operação Sinete começou com um conjunto de ações do Departamento de Repressão ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) em resposta a suspeitas de que Oyama e outros membros de sua família estariam envolvidos em práticas criminosas, como a falsificação de documentos e a apropriação indevida de propriedades. Os advogados ressaltam que os elementos utilizados para justificar as prisões temporárias são antigos e não refletem a realidade atual.

Entre os presos, além de Oyama, estão seus filhos e outros membros da família, como Pedro Henrique dos Reis de Figueiredo e Lívia Cajado de Figueiredo Cosmo. A Justiça também determinou bloqueios significativos de bens, que podem ultrapassar R$ 66 milhões.

A influência do caso

Oyama Figueiredo, além de empresário, é conhecido por sua histórica atuação política na cidade, onde ocupou o cargo máximo da Câmara Municipal entre 1991 e 1994. Seu nome dá origem ao Conjunto Habitacional Oyama Figueiredo, um marco no bairro Tomba, onde o ex-vereador foi homenageado. Essa conexão com a comunidade ajuda a entender a extensão e a complexidade do caso, que não apenas afeta os envolvidos diretamente, mas pode impactar a percepção pública em relação a instituições e ao próprio município.

O advogado Carneiro expressou otimismo ao afirmar que a verdade virá à tona e que a família Oyama não tem responsabilidade penal pelos fatos que lhes foram imputados. “Nós vamos impugnar todos os elementos e trazer à luz todas as exageros processuais que têm ocorrido”, prometeu.

Próximos passos e expectativas

A defesa espera que os seus clientes possam responder ao processo em liberdade, sustentando que a real justiça será feita. “Queremos que todos possam responder tranquilos enquanto aguardamos o desfecho das investigações”, destacou Yuri Carneiro.

A Operação Sinete, que envolveu não apenas a Polícia Civil, mas também a Corregedoria da Polícia Militar e do Tribunal de Justiça da Bahia, continua suprimindo quaisquer ações que possam perjudicar o andamento das investigações.

As repercussões deste caso ainda estão se desenrolando, mas um fato é certo: as instituições e a sociedade civil estão de olho. A busca pela verdade e a defesa do direito à inocência serão cruciais para determinar o futuro dos investigados.

O desfecho dessa história pode moldar não apenas a vida de quem está diretamente envolvido, mas também a confiança da comunidade em suas instituições normativas.

Em tempos de incerteza e acusações graves, a luta pela justiça deve prevalecer, independentemente do resultado que o desenrolar da operação venha a trazer.

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