Durante entrevista nesta sexta-feira (16), o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Raimondo Bessent, contestou reportagem do The Wall Street Journal que noticiou planos chineses de restringir o acesso de empresas americanas às terras raras no país asiático. Segundo Bessent, as informações são imprecisas e não refletem a posição oficial de Pequim.
Restrições às terras raras e produtos de uso duplo
As restrições adotadas em dezembro de 2024 envolviam produtos classificados como “de uso duplo”, capazes de ser utilizados tanto em aplicações civis quanto militares. Atualmente, produtos como gálio, antimônio e germânio estão fora do escopo dessas limitações.
Negociações em andamento
Bessent destacou que o governo americano mantém diálogos constantes com autoridades chinesas para evitar escaladas no controle sobre esses materiais estratégicos. “Esperamos que o acordo de terras raras com a China seja concluído até o Dia de Ação de Graças”, afirmou o secretário, reforçando a disposição de buscar uma resolução diplomática.
Repercussões econômicas e diplomáticas
Especialistas avaliam que os anúncios e as declarações buscam acalmar mercados e empresas afetadas pelos rumores de restrição do acesso às terras raras, essenciais para tecnologia de ponta e energia limpa. A China detém cerca de 60% da produção mundial desses minerais.
Segundo analistas, a tensão entre as duas maiores economias do planeta pode impactar o mercado global de minerais estratégicos, reforçando a importância de negociações diplomáticas para evitar desarmonias no abastecimento.


