Brasil, 10 de dezembro de 2025
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Trump afirma que novas reduções tarifárias podem não ser necessárias

Após eliminar tarifas recíprocas sobre o Brasil, presidente americano diz que não estuda mais reduções em tarifas neste momento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (14) que novas reduções tarifárias podem não ser necessárias, após eliminar tarifas recíprocas de 10% sobre o Brasil. A declaração foi feita a bordo do Air Force One, em um voo entre Washington e a Flórida, onde passará o fim de semana.

Posição de Trump sobre tarifas futuras

Questionado por repórteres se estão sendo estudadas novas reduções de tarifas, Trump respondeu: “Não acho que será necessário. Nós só tivemos um pequeno recuo quando alguns alimentos, como o café, por exemplo, que estava com os preços um pouco altos. Agora, eles vão ficar mais baixos em um período muito curto”.

Eliminação de tarifas recíprocas

Ontem, o presidente americano removeu as tarifas recíprocas para carne bovina, tomate, café, banana, açaí e outros produtos agrícolas, com o objetivo de diminuir os custos para o consumidor. A medida também representa um reconhecimento implícito de que a política tarifária de Trump pressionou os preços nos Estados Unidos ao longo do tempo.

Contexto das tarifas sobre o Brasil

Desde abril, o Brasil enfrentava tarifas recíprocas de 10%, que se elevaram a uma sobretaxa de 40% em julho, totalizando sobretaxas de 50% nos produtos brasileiros, especialmente café, principal produto de exportação agrícola para os EUA. Em agosto, essas sobretaxas entraram em vigor, elevando ainda mais o custo dos produtos brasileiros.

Segundo fontes da Casa Branca, a mudança na política tarifária foi motivada pelo “progresso significativo” obtido em atuais acordos bilaterais. O documento oficial destaca que esses acordos têm efeito positivo na produção nacional e na economia, ampliando o acesso a mercados para os exportadores agrícolas americanos.

Impacto nas exportações brasileiras

O aumento das tarifas pressionou negativamente as exportações do Brasil para os EUA, que registraram um aumento de 341% no déficit comercial entre agosto e outubro, segundo dados divulgados recentemente. Apesar do alívio nas tarifas recíprocas, produtos agrícolas brasileiros ainda enfrentam uma tarifa adicional de 40%, mantendo o impacto na competitividade dos produtos no mercado americano.

Perspectivas futuras

Trump afirmou que, embora não esteja estudando novas reduções agora, o cenário pode evoluir de acordo com o andamento das negociações comerciais bilaterais. Para o Brasil, a possibilidade de uma melhora na situação tarifária depende do avanço em acordos comerciais e da reavaliação das políticas tarifárias americanas.

Para mais detalhes, leia a matéria completa no Fonte.

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