Na última quarta-feira, 12 de novembro, durante a tradicional Audiência Geral, o Papa Leão XIV fez uma referência impactante ao fim da Primeira Guerra Mundial e à sua relevância nos dias de hoje. Ao saudar os peregrinos poloneses, o Santo Padre invocou a célebre frase de Bento XV, enfatizando a necessidade de preservar a paz com “corações enraizados no Evangelho”. Além disso, o Pontífice celebrou a beatificação de Madre Eliswa Vakayil, ressaltando seu papel na luta pela emancipação das meninas mais pobres.
A mensagem de esperança e fraternidade
O Papa iniciou sua fala recordando que, especialmente nas atuais circunstâncias de tensões sociais e conflitos globais, a mensagem de fé na ressurreição de Cristo traz esperança. “Devemos investir no bem, fomentando a fraternidade entre os povos”, afirmou. Leão XIV destacou que, mesmo frente a tantos desafios, a fé é uma fonte de força para enfrentar as adversidades e promover a paz.
Após mencionar a figura de Madre Eliswa Vakayil, beatificada em Kochi, Índia, no último sábado, o Papa reforçou a importância do papel da mulher na sociedade e na Igreja. “Seu corajoso empenho em favor da emancipação das meninas mais pobres é uma inspiração para todos aqueles que trabalham pela dignidade da mulher”, declarou, enfatizando o dever da Igreja em ser um apoio constante nas lutas sociais.
A beatificação de Madre Eliswa Vakayil
Madre Eliswa, fundadora da Ordem Terceira das Carmelitas Teresianas Descalças no século XIX, dedicou sua vida à educação e à emancipação das meninas em sua comunidade. Sua beatificação é um marco importante, refletindo o compromisso da Igreja com a justiça social e a igualdade de gênero. O Papa Leão XIV elogiou sua vida e obra, chamando-a de fonte de inspiração para todos os cristãos.
A paz como bem maior
Em sua mensagem, Leão XIV também se dirigiu aos fiéis de língua polonesa, recordando o que Bento XV chamou de “massacre inútil” da Primeira Guerra Mundial e a luta que muitos povos enfrentaram em busca da independência. “Nada é absolutamente melhor que a paz”, citou o Papa, ecoando as palavras de Santo Agostinho. Ele convidou a todos a serem guardiões desse bem precioso, cultivando a bondade, o amor e a fraternidade entre as nações. “Que a preservemos com o coração enraizado no Evangelho”, pediu.
O apelo do Santo Padre é um convite à reflexão em tempos de divisão e conflitos. Ele destacou que cultivar a paz é um dever de todos, não apenas um ideal. “Devemos nos amar e dar a vida uns pelos outros”, instou, propondo que a verdadeira essência da fé cristã está em ações concretas de amor e solidariedade.
A importância das saudações
Durante suas saudações, o Papa não só reconheceu a presença dos peregrinos poloneses e italianos, mas também reafirmou seu compromisso com todos os que buscam a paz e a promoção dos direitos humanos. Sua mensagem é clara: enquanto estivermos unidos na busca por um mundo melhor, a esperança permanecerá viva.
Leão XIV finalizou suas falas com uma bênção especial para todos os presentes, ressaltando a importância da união entre os povos e o papel da Igreja no fortalecimento da esperança e da solidariedade. A Audiência Geral foi, assim, um momento de reflexão, inspiração e renovação do compromisso com os valores cristãos que nos motivam a agir com amor e compaixão.
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