Brasil, 12 de dezembro de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Inovação tecnológica deve transformar tarifas de energia e reduzir conta de luz

Avanços nos medidores inteligentes e novos modelos de tarifação poderão incentivar uso mais racional de energia elétrica no Brasil

Nesta quarta-feira (12), o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Sandoval Feitosa, afirmou que avanços tecnológicos impulsionam a modernização das tarifas de energia e podem facilitar a economia na conta de luz dos consumidores brasileiros. O setor vem estudando a implementação de tarifas diferentizadas por horário para promover o uso mais racional da energia.

Nova proposta de tarifação por horário reforça o uso consciente da energia

Por meio de uma proposta em estudo, a Aneel deseja que a conta de luz passe a variar de acordo com o horário de consumo, incentivando o consumidor a usar energia em momentos de menor demanda. Segundo Feitosa, o modelo atual de tarifa de baixa tensão é considerado ineficiente, pois não reflete os custos variáveis ao longo do dia ou do ano.

“A tarifa não traz sinais de preço, não reconhece o custo da energia elétrica ao longo do dia e também ao longo do ano. É uma formatação ineficiente”, explicou. Ele destacou que, sem os recursos tecnológicos disponíveis hoje, realizar essa mudança de forma eficiente era um desafio.

Inovação tecnológica abre caminho para tarifas mais eficientes

Feitosa salientou que a redução de custos nos medidores inteligentes, a digitalização e a maior conectividade da sociedade criaram um cenário ideal para essa evolução. “A inovação tecnológica que barateou bastante o preço dos medidores, as tecnologias de digitalização, maior interconectividade da sociedade, e também demanda de consumo mais qualificado, dão uma resposta para uma realidade nova”, afirmou.

Nova estrutura de tarifas por horário e seus desafios

A proposta prevê a criação de três categorias de horário:

  • pico: tarifa mais alta;
  • intermediário: aproximadamente uma hora antes e uma hora depois do pico;
  • fora de pico: madrugada, fins de semana e feriados.

O objetivo é que o preço da energia em cada faixa reflita a demanda do sistema, permitindo ao consumidor ajustar seu consumo. Segundo Feitosa, o valor ‘fora de pico’ pode ser até 50% mais barato que o tarifa de pico, em algumas regiões.

O ‘hora certa’ para consumir energia

O estudo busca fazer com que o consumidor saiba exatamente o quanto custa usar energia em diferentes horários, incentivando-o a consumir nos períodos de menor tarifa. Atualmente, a tarifa é uniforme, independentemente do horário de utilização.

“A ideia é indicar a hora certa de consumir”, explicou uma fonte envolvida no estudo. A mudança pode levar a uma redução gradual na conta de luz, embora a adaptação do consumidor seja prevista como lenta.

Implementação faseada e etapas do novo modelo

A adoção do novo sistema será gradual, inicialmente focando em consumidores com consumo mensal acima de 1.000 kWh, incluindo residências de alto padrão e estabelecimentos comerciais. Essa fase, prevista para começar em 2026, atingirá cerca de 2,5 milhões de unidades, responsáveis por 25% do consumo de baixa tensão.

Na segunda etapa, em 2027, o modelo será ampliado para quem consome acima de 600 kWh/mês, incluindo outro grupo de aproximadamente 2,5 milhões de consumidores. Ainda em fase de estudos, a proposta precisa passar por consulta pública e aprovação da diretoria da Aneel, sem efeitos imediatos.

Durante as discussões, o colegiado deve avaliar se o consumidor poderá voltar ao modelo atual após um período de adaptação.

Segundo Feitosa, a inovação tecnológica e a mudança de comportamento dos consumidores podem transformar a forma como a energia é consumida, contribuindo para um sistema mais eficiente e sustentável.

Para mais informações, acesse o fonte.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes