Brasil, 10 de dezembro de 2025
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REPAM destaca mobilização socioambiental na COP30 em Belém

A REPAM reafirma seu papel na defesa dos povos da Amazônia durante a COP30, apresentando a Carta de Demandas dos Povos da Amazônia.

Na manhã desta segunda-feira (10/11), durante a programação da REPAM-Brasil na COP30, foi realizada uma mesa de discussão intitulada “O papel da REPAM na COP30”, coordenada pela professora Lady Anne, da Pastoral da Educação. O evento teve como foco a trajetória de mobilização e incidência da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) em defesa dos povos e territórios da Amazônia.

Histórico de Luta e Mobilização

O assessor jurídico e de incidência política da REPAM-Brasil, Melillo Dinis, comentou sobre a importância do trabalho da rede, ressaltando que a construção de uma consciência climática e a defesa da ecologia integral começou muito antes da COP30. “Antes mesmo da conferência das Nações Unidas, a REPAM já mobilizava a Igreja e a sociedade civil pela justiça socioambiental”, disse. Dinis também mencionou figuras emblemáticas que inspiraram essa batalha, como Dom Erwin Kräutler e Irmã Dorothy Stang, que dedicaram suas vidas à luta pela Amazônia.

Desde que Belém foi selecionada como sede da conferência, a REPAM tem fomentado articulações políticas e pastoriais, envolvendo diálogos com o governo federal, a Santa Sé e várias organizações da sociedade civil. A REPAM é reconhecida entre as oito organizações católicas internacionais com credenciamento oficial na Zona Azul da ONU, o espaço destinado às negociações durante a COP30.

Diálogo com as Comunidades Locais

Joana Menezes, mobilizadora da REPAM em Belém, apresentou o percurso de escuta e diálogo realizado com mais de 60 movimentos sociais, povos indígenas, comunidades quilombolas e ribeirinhas, além de universidades. O resultado deste intenso diálogo culminou na elaboração da Carta de Demandas dos Povos da Amazônia, que foi construída com a participação ativa de cerca de mil pessoas e entregue a Joaquim Belo, representante das comunidades tradicionais na COP.

Durante o encontro
Durante o encontro

Joana enfatizou que “não há luta sem afeto”, destacando que a REPAM sempre caminhou ao lado dos povos amazônicos, respeitando suas culturas e espiritualidades. Essa escuta pacífica e respeitosa faz a presença da REPAM na COP ser viva, coletiva e transformadora.

Participação Ativa na Cúpula dos Povos

A REPAM também está presente na Câmara de Participação Social sobre o Plano Clima, um espaço de formulação de políticas públicas promovido pelo governo federal. Durante a COP30, a Rede estará envolvida na Cúpula dos Povos, que acontece em conjunto com a conferência, onde atividades como a Marcha Global pelo Clima e o funeral dos combustíveis fósseis estão programadas. Esses eventos são momentos de partilha e resistência dos povos amazônicos.

Os participantes da mesa reafirmaram que a presença da REPAM na COP30 não é somente um marco de resistência, mas a continuação de um compromisso contínuo com o cuidado da Casa Comum, a Terra. Melillo concluiu sua fala reforçando que “a COP é um momento importante, mas não é o fim. Depois dela, a luta continua — pela vida, pelos territórios e pela Amazônia que resiste.”

Essa mobilização reflete a força e a determinação dos povos da Amazônia em lutar por seus direitos e pela preservação do meio ambiente, evidenciando a importância do engajamento coletivo e da solidariedade na construção de um futuro mais sustentável.

Fonte: REPAM

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