Brasil, 12 de dezembro de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Pesquisadora do IFTO desenvolve goma de mascar para menopausa

Estudante propõe goma à base de amora para aliviar sintomas da menopausa com pesquisa inovadora.

Uma pesquisa inovadora desenvolvida no Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Campus de Araguatins, está trazendo esperança para mulheres que enfrentam os desafios da menopausa. A estudante Renatta Cardoso da Silva, do curso de Biologia, em colaboração com professoras do IFTO e da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), está em processo de criação de uma goma de mascar à base de amora, com o objetivo de aliviar os sintomas enfrentados nesse período delicado da vida das mulheres.

A importância do projeto

O projeto, que ainda se encontra em fase experimental e não possui comprovação de eficácia, foi iniciado no começo de 2023 dentro do Programa de Iniciação Científica IFTO/CNPq. Renatta, orientada pela professora doutora Kátia Paulino de Sousa, e coorientada pela professora doutora Lunalva Aurélio Pedroso Sallet, visa unir o conhecimento científico à acessibilidade para muitas brasileiras.

A ideia surgiu a partir da paixão de Renatta por plantas medicinais, uma aproximação que começou quando tinha apenas 17 anos, ao se interessar pela amora e seu uso tradicional por mulheres mais velhas. “Eu já tinha muito contato com a amora e ela me chamava a atenção por ser utilizada para aliviar os sintomas do climatério e da menopausa”, explicou a estudante. A inspiração se intensificou quando viu sua própria mãe lidando com os sintomas da menopausa, como os fogachos e a insônia, mesmo após anos de reposição hormonal.

Uma alternativa natural

A goma de mascar que está sendo desenvolvida por Renatta não pretende substituir os tratamentos tradicionais, mas se apresenta como uma opção complementar natural, conforme recomendação médica. “Identificando essa situação muito próxima dentro de casa, percebi que muitas mulheres enfrentam os mesmos sintomas e têm receio de utilizar hormônios sintéticos”, relatou.

A amora utilizada na pesquisa, especificamente a Morus spp., contém compostos bioativos que atuam como antioxidantes, potencialmente auxiliando no equilíbrio hormonal. “É gratificante pensar que estou ingerindo algo que é não apenas sensorialmente atraente, mas que também pode trazer benefícios”, disse Renatta.

Desafios na pesquisa

O desenvolvimento da goma de mascar tem envolvido diversos testes. Renatta e suas orientadoras têm se concentrado em aperfeiçoar a textura e a aparência do produto, que necessita ser agradável às mulheres na menopausa, que muitas vezes apresentam paladares mais sensíveis. “Trabalhamos para evitar um aroma ou sabor excessivamente doce, que poderia causar repulsa”, relatou a estudante.

Após três meses de trabalho, a equipe conseguiu avançar, mas a pesquisa ainda requer mais etapas antes que a goma possa ser testada em humanos. Essa fase inclui a padronização da base da goma e a realização de testes de aceitabilidade e ingestão.

O futuro da pesquisa

A pesquisa continua seu desenvolvimento mesmo após o término do edital. Além disso, o projeto foi aprovado para apresentação na 16ª Jornada de Iniciação Científica e Extensão (JICE) do IFTO, programada para ocorrer de 10 a 13 de novembro de 2025, no Campus Gurupi. As próximas etapas incluem a regulamentação do registro com o IFTO e a condução de testes em voluntários.

A professora Kátia Paulino destacou a relevância das pesquisas realizadas nos institutos federais, como este projeto que visa abordar a menopausa, um tema que ainda carece de atenção científica. “Essas iniciativas mostram como a ciência pública pode gerar soluções significativas que melhoram a qualidade de vida das pessoas, promovendo inclusão”, afirmou Kátia.

Assim, a pesquisa da estudante Renatta Cardoso e sua equipe não apenas busca a inovação, mas também reforça a importância de buscar alternativas naturais para questões tão impactantes na vida das mulheres. A iniciativa é um exemplo de que o conhecimento acadêmico pode, sim, ser aplicado de forma prática e acessível à sociedade.

Continue acompanhando as novidades sobre essa pesquisa promissora e outras iniciativas em nosso site.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes