Brasil, 12 de dezembro de 2025
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Pix lidera 50% das transações de pagamento no Brasil em 2025

Sistema Pix consolidou sua posição como principal meio de pagamento no país, respondendo por metade das operações no primeiro semestre de 2025.

Dados do Banco Central divulgados nesta segunda-feira (10/11) revelam que o Pix foi responsável por 36,9 bilhões de operações de pagamento, representando um crescimento de 27,6% em relação ao mesmo período de 2024. Ao todo, as transações realizadas no Brasil somaram 72,5 bilhões, movimentando R$ 59,7 trilhões entre janeiro e junho.

Dominância do Pix no sistema de pagamentos

Desde seu lançamento em 2020, o Pix se firmou como a principal ferramenta de pagamento no país. Atualmente, ele responde por 50,9% de todas as operações financeiras, tendo crescido significativamente em volume e valor financeiro.

Entre as transações pelo Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), operado pelo Banco Central, 45% ocorreram entre pessoas físicas, enquanto 42,1% envolveram consumidores e empresas. Pagamentos por parte de empresas representaram 12,5%, e operações envolvendo entes do governo, 0,4% das transações.

Alternativa ao dinheiro físico e expansão do Pix Saque

O uso do Pix também tem substituído cada vez mais o dinheiro em espécie. O Pix Saque, mecanismo que permite saques em caixas eletrônicos via Pix, cresceu 36,2% e atingiu 7,7 milhões de transações no primeiro semestre de 2025.

Cartões de crédito e pagamentos digitais continuam em alta

O mercado de cartões apresenta crescimento em todas as modalidades, com destaque para o crédito, que aumentou 9,7%, e o pré-pago, com alta de 8,9%. Os cartões de débito permaneceram praticamente estáveis. Em conjunto, esses instrumentos responderam por 34,3% do total de transações realizadas no semestre.

O uso da tecnologia de aproximação (paypass e NFC) também mantém alta adesão, com 63,2% das operações com cartões pré-pagos, 37,5% com cartões de crédito e 47,2% com débito sendo feitas por essa via.

Compras online e pagamentos recorrentes

As transações pela internet também cresceram, representando 21,9% do total de pagamentos com cartão de crédito no segundo trimestre de 2025, um aumento em relação a 2024. Pagamentos recorrentes, como assinaturas, ganharam destaque, atingindo 10,2% das operações na modalidade de crédito, ante 6,5% no mesmo período do ano passado.

Volume financeiro do TED supera o do Pix

Apesar do domínio em quantidade de transações, as transferências via TED continuam respondendo pelo maior volume financeiro, com 37,1% do valor total movimentado no semestre. O Pix aparece logo atrás, com 26,5%.

Outros instrumentos tradicionais, como boletos bancários, cresceram 4,6%, representando 8,1% do volume, enquanto o uso do cheque diminuiu 16,5%, somando apenas 0,6% do valor total.

Tarifas de operações e mudança de comportamento

As tarifas de intercâmbio (TIC) permanecem próximas aos limites estabelecidos pelo Banco Central, sendo de 0,50% para débito, 0,70% para pré-pago e 1,68% para crédito, este último em leve aumento devido à expansão de cartões premium como platinum e black. Atualmente, há 58,3 milhões desses cartões ativos no país, crescimento de 16,7% em relação a 2024.

Simultaneamente, as taxas de desconto cobradas dos lojistas tiveram redução, com crédito passando de 2,32% em 2023 para 2,16% em 2025, e débito de 1,14% para 1,08% no mesmo período.

Queda no uso do dinheiro físico

O uso de dinheiro em espécie segue em declínio, com recuo de 12,7% em saques tradicionais no semestre. Os canais de retirada também registraram quedas: agências e postos (-18,2%), caixas eletrônicos (-13,2%) e correspondentes bancários (-11,1%).

Esses números reforçam a mudança dos consumidores brasileiros, que cada vez mais preferem transações digitais, rápidas e sem contato físico com o dinheiro.

Para mais detalhes, consulte a publicação do Banco Central: Fonte.

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