A Prefeitura de Teresina entregou neste sábado (8) 63 títulos de propriedade às famílias do Residencial Deus Proverá, localizado na zona sudeste da capital. A cerimônia, realizada pela Entidade Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb), marcou uma etapa importante no processo de regularização fundiária do bairro, iniciado em 2002.
Regularização fundiária promove inclusão social em Teresina
O programa visa legalizar territórios ocupados irregularmente, assegurando direito à terra, segurança jurídica e valorização dos imóveis. A iniciativa contribui para reduzir desigualdades sociais e fortalecer o sentimento de pertencimento entre os moradores. Com as novas escrituras, 63 famílias garantem a posse definitiva de suas casas, promovendo estabilidade e a possibilidade de transmissão patrimonial às futuras gerações.
Reconhecimento e formação de comunidade
Durante a entrega, o prefeito Silvio Mendes destacou a importância do trabalho desenvolvido pelos profissionais envolvidos no projeto. “Quero agradecer a todas as pessoas envolvidas nesse processo que vai mudar a vida das famílias dessa região. Aqui temos um exemplo de dinheiro público bem utilizado em benefício das pessoas”, afirmou.
Impacto social e valorização do patrimônio
De acordo com Derivan Abreu Gonçalves, coordenador de Regularização Fundiária da Eturb, a entrega dos títulos representa mais que um avanço administrativo. “A Prefeitura não entrega apenas um documento. Ela entrega paz, pertencimento e o direito de construir novas histórias. É uma política pública que resgata autoestima e fortalece o sentimento de comunidade”, ressaltou.
Reconquista do território e autoestima
Para Vicente Moreira Filho, diretor-presidente da autarquia, a regularização simboliza segurança e história. “É a certeza do pertencimento, da segurança e da história que agora tem endereço. É olhar para a casa e dizer: ‘É minha. Eu lutei. Eu venci.’”
Histórico de ocupação e melhorias na infraestrutura
A comunidade teve início em julho de 2002, quando 78 famílias ocuparam uma área privada na busca por moradia. As primeiras casas, construídas de taipa, deram lugar a moradias mais estruturadas por meio do esforço coletivo dos moradores e do apoio do Orçamento Popular. A área foi declarada de interesse social em 2007, permitindo o processo de legalização, que culminou na desapropriação do terreno por depósito judicial em 2009.
Desde então, o bairro vem recebendo melhorias como pavimentação, drenagem e substituição de casas precárias por moradias de alvenaria. Atualmente, o residencial conta com 77 imóveis registrados em cartório, enquanto 14 famílias continuam sendo acompanhadas pela Coordenação de Regularização Fundiária da Eturb.
A iniciativa reforça o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento humano e a justiça social, promovendo moradia digna e proteção aos direitos dos moradores do bairro São Sebastião.





