Brasil, 15 de dezembro de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Lula critica escolha de deputado para relatoria da Lei Antifacção

Presidente manifesta descontentamento com a indicação de Guilherme Derrite como relator da proposta que altera medidas de segurança pública.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma ligação para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), neste sábado, em que expressou seu descontentamento com a escolha do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) como relator do projeto de lei que estabelece a chamada Lei Antifacção. Essa proposta, recentemente enviada pelo governo ao Congresso, está gerando debates acalorados a respeito da segurança pública.

A controvérsia na escolha do relator

De acordo com relatos obtidos, Lula demonstrou incômodo com a indicação de Derrite, que é secretário licenciado de Segurança Pública de São Paulo e aliado do governador Tarcísio de Freitas, um nome que já começa a ser cogitado para a corrida presidencial de 2026. O presidente expressou a preferência de que o relator do projeto fosse um parlamentar mais neutro, considerando a polarização entre o governo e a direita em relação ao debate sobre segurança pública.

A resposta de Hugo Motta

Em resposta ao presidente, Hugo Motta assegurou que a relatoria será conduzida de maneira técnica e sem viés político. Motta enfatizou que o texto proposto pelo governo não será apensado a outras propostas que tentam equiparar facções criminosas a organizações terroristas, um tema sensível para o governo Lula. O presidente já se manifestou publicamente contra essa equiparação, acreditando que ela poderia abrir portas para intervenções estrangeiras no Brasil sob o pretexto de combate ao terrorismo.

A segurança pública como pauta suprapartidária

Motivando-se pela importância do tema, o presidente da Câmara utilizou suas redes sociais, afirmando que a segurança pública deve ser tratada como uma “pauta suprapartidária e uma urgência nacional”. Ele manifestou compromisso em trabalhar para que a Câmara aprove o projeto ainda neste ano. Segundo Motta, o relatório de Derrite “preserva avanços do projeto do governo federal e endurece as penas contra o crime”. Para ele, a segurança deveria ser um “ponto de unidade” entre governo, Congresso e sociedade, destacando que “quando o tema é segurança, não há direita nem esquerda, há apenas o dever de proteger”.

Conteúdo da proposta da Lei Antifacção

O texto apresentado por Guilherme Derrite propõe equiparar o tratamento penal das facções criminosas a atos de terrorismo, embora não as classifique formalmente como organizações terroristas. O substitutivo elaborado pelo deputado endurece as penas e amplia o confisco de bens, além de permitir o bloqueio imediato de recursos utilizados por grupos criminosos. Essa proposta que impacta diretamente a segurança pública é crucial para a saúde política e social do país.

Os desdobramentos dessa situação ainda estão por vir, mas a tensão entre a escolha de um relator e as diretrizes do governo em relação ao combate ao crime são claros. A maneira como essas discussões serão conduzidas nos próximos dias pode influenciar não apenas o andamento da Lei Antifacção, mas também o cenário político brasileiro diante das eleições que se aproximam.

Com a insistência no tema segurança, parece que o governo não irá recuar facilmente, mesmo diante das críticas internas. A política, como sempre, continua a ser um jogo de xadrez onde cada movimento pode ter consequências profundas para todo o cenário político nacional.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes